Flamengo x Vasco rende muita história e provocações.

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LANCE:
O Campeonato Carioca de 2017 apresentará no próximo domingo mais uma página da
histórica rivalidade entre Flamengo e Vasco. Visto como “campeonato à
parte”, o confronto é movidos por jogos curiosos, declarações polêmicas e
até por jogadores que ousaram atravessar a fronteira entre rivais.
UM CERTO LADRILHEIRO
Vindo
de duas vitórias seguidas na final, o Vasco forçou a ida da decisão do
Carioca-81 para um terceiro jogo. O Fla fez 2 a 0 com Adílio e Nunes, mas o
Cruz-Maltino diminuiu com Ticão e esboçava reação na busca pelo título. Até que
o ladrilheiro Roberto Passos Pereira invadiu o campo e desfilou no gramado do
Maracanã, gerando confusão que paralisou por cinco minutos o jogo. Até hoje o
Vasco diz que isso esfriou o time; Fla campeão.
COM SABOR DE COCADA
A
final do Carioca de 1988 proporcionou a ascensão de um herói meteórico. Cocada
garantiu o título do Vasco. Após marcar o gol, ele foi provocar o técnico
Carlinhos, que o havia dispensado do Flamengo. O episódio gerou confusão que
culminou nas expulsões de diversos jogadores, inclusive de Cocada, que falou:
‘Vou ficar na história como o Cocada, cara que entrou aos 43, fez o gol aos 44
e foi expulso aos 45.
ROMÁRIO E OS LENÇOS
Repatriado
no ano seguinte a levar a Seleção ao tetra, Romário logo chegou ao Flamengo
polemizando. Ao falar sobre seu ex-clube, o Baixinho garantiu: “A torcida do
Vasco terá de ir ao Maracanã levando lenços brancos”. Em seu primeiro Clássico
dos Milhões pelo Rubro-Negro, o camisa 11 ainda fez mais: ao marcar o gol da vitória
por 1 a 0, foi em direção à arquibancada onde estava a torcida do Vasco e fez
um gesto pedindo silêncio.
AH, É EDMUNDO
Vasco
e Flamengo jogavam para ir à final do Brasileirão vindo de um jogo no qual
Paulo Autuori teria dado um “nó tático” em Antônio Lopes. No entanto, Edmundo
resolveu as interrogações. Foram dois gols no primeiro tempo. O Rubro-Negro
chegou a diminuir, mas, após cruzamento, Edmundo tirou dois rubro-negros para
dançar e estufou a rede adversária, em um golaço. Maricá completou: 4 a 1.
É CHOCOLATE…
O
Vasco aplicava um 5 a 1 no Flamengo em jogo válido pela Taça Guanabara de 2000,
quando Pedrinho dominou a bola e fez embaixadinhas. O lance irritou a torcida
adversária e Beto e Juan, gerando confusão no Maracanã, na partida disputada em
um Domingo de Páscoa que Eurico Miranda distribuiu 30 mil ovos de chocolate.
Devido à goleada, torcedores gritaram: “Uh, é chocolate!”. Mas o
Flamengo saboreou o título no fim: vitórias por 3 a 0 e 2 a 1 na final, com
direito a “revide” de embaixadinhas feito por Beto.
COM SABOR DE CHOPE
Mesmo
com a derrota por 2 a 1 no jogo de ida da final do Carioca de 2004, o
presidente do Vasco, Eurico Miranda, garantiu que havia comprado o chope para
comemorar o título. O Cruz-Maltino abriu o placar, mas Jean marcou três vezes,
decretou o 3 a 1 do Rubro-Negro, que soltou a voz com: “Arerê, o chope do
Eurico eu vou beber”.
SEM DESCULPA
Questionado
sobre o efeito suspensivo que o Vasco obteve para atletas na semifinal da Taça
Rio, o rubro-negro Vagner Love soltou: “Melhor assim, se perderem, não tem
desculpa nenhuma”. Com a vitória por 3 a 2 do Cruz-Maltino, o meia Felipe
disse: “Tem 28 dias para descansar e treinar para o Brasileiro. Quem ganha
a vida com boca é cantor”.
DA GÁVEA PARA A COLINA

muita histórias de jogadores que defendiam Flamengo ou Vasco e, de uma hora
para outra, foram defender o arquirrival. Nos anos 40, Jair Rosa Pinto, um dos
ídolos do Expresso da Vitória do Vasco, trocou a Colina pelo Mengo. Foi um
escândalo. Chico, outro do Expresso que foi para o Flamengo nos anos 50. No
início dos anos 2000, Juninho Paulista, ídolo do Vasco, trocou de lado. No ano
passado, foi a vez do zagueiro Rafael Vaz.
Mas o
Vasco também já zoou muito os Rubro-Negros. No início dos anos 70, Zanata era
um dos alicerces do Flamengo. Mas os dirigentes do Vasco o levaram para o
Colina, onde fez história.
Em
1989, Eurico Miranda deitou e rolou. Primeiro foi com Bebeto. O então titular
da Seleção Brasileira vivia a melhor fase da carreira e, depois de muita novela
e dissimulação, o atacante deixou o Flamengo e foi para o Vasco, gerando
comoção entre os Rubro-Negros, que o tinham como o sucessor de Zico, que estava
se aposentando.  Em 1999, Romário, prata
da casa do Vasco e que era o ídolo maior do Flamengo, se desentendeu com a
diretora do Rubro-Negro, arrumou as malas e foi para o Vasco.

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