Gilmar Ferreira cita 3 fatores que tornam o Flamengo favorito.

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Guerrero e Adryan em treino do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

GILMAR
FERREIRA:
Como evento, levando em consideração questões básicas, tipo
bilheteria e exposição de marca, a realização de um jogo de futebol na
tarde/noite do sábado de Carnaval só se justifica se estiver incluído na grade
de programação das agências de viagem.

Ainda
mais se estivermos falando de uma cidade com vocação turística como o Rio de
Janeiro.
PORTANTO,
fazer este jogo de caráter eliminatório entre Flamengo x Vasco no Estádio de
Volta Redonda em plena folia de Momo, expõe um desinteresse lamentável.
Desinteresse
em recuperar o glamour da competição.
Desinteresse
em fazer com que o torcedor esteja no estádio.
E, em
última análise, desinteresse em jogar para um número maior de pessoas.
AINDA
QUE se leve em conta os interesses da detentora dos direitos de transmissão,
abrir mão do potencial de receitas deste clássico é ignorar sua atratividade.
Mais:
é jogar por terra os argumentos que sustentam a competição como a cultura da
rivalidade.
Numa
das poucas chances de fazer a competição valer a pena, minimizam a emoção.
SEM O
MARACANÃ e com orgãos de segurança assumindo a incapacidade em garantir a
ordem, é óbvio que o jogo deveria ser adiado.
Não
importa se, em tese, seria favorável a A ou a B.
Era o
mais sensato, e ponto. Que não me venham mais tarde com números que atestem o
baixo índice de pagantes.
TECNICAMENTE,
o confronto tem amplo favoritismo (termo inútil) do Flamengo.
E
escrevo baseado em três argumentos:
1) Por ter o time nas mãos de
seu treinador há mais tempo;
2) Por ter mais variação de
jogo, fruto de um elenco bem fornido;
3) Por viver um melhor momento.
Nada,
porém, que não possa ser batido em campo (daí a inutilidade do termo) por um
rival do tamanho do Vasco.
Com ou
sem Luís Fabiano.

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