Itaú elogia o Flamengo, destaca Nobre e teme futuro do Vasco.

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Itaú BBA faz análise sobre finanças dos principais clubes brasileiros – Foto: ESPN.com.br

ESPN: Atlético-MG,
Corinthians e São Paulo, três dos gigantes brasileiros, têm motivos que vão
além das quatro linhas do campo para se preocuparem. Cobrados por suas torcidas
para terem uma temporada vitoriosa, as finanças dessas equipes pedem passagem
segundo análise prévia do Itaú BBA, o banco de atacado, investimentos e a
tesouraria do grupo.

A
partir dos dados públicos, seja publicados na mídia ou divulgados por cartolas,
sobre o exercício do último ano e o orçamento da atual temporada, foi feito um
estudo preliminar sobre as reais necessidades de cada equipe. O trio citado
está entre os que preocupam.
Para
não terminar 2017 com deficit, Atlético-MG e Corinthians previram em seus
orçamentos arrecadar R$ 45 milhões e R$ 48 milhões, respectivamente, com a
venda de jogadores. O São Paulo previu uma arrecadação de R$ 60 milhões, mas
ainda assim terminaria a temporada com deficit de R$ 7,5 milhões.
Em
tese, esses números deveriam ditar os rumos de cada agremiação na temporada,
mas não é bem isso que a análise preliminar feita pelo Itaú BBA enxergou.
“Todos
os clubes precisam vender atletas para fechar as contas. Mas quando você tem de
vender muitos atletas e ao mesmo tempo tem de gastar muito para repor as saídas
a conta vai continuar desequilibrada. Você vai passar a vender atletas ao longo
da temporada e não vai sair do buraco”, explicou César Grafietti,
superintendente de crédito do Itaú BBA e responsável pelo estudo financeiro dos
clubes brasileiros.
“O
São Paulo está fazendo isso. Financeiramente é como se ele estive enxugando
gelo, dando voltas”, explicou. “O Atlético-MG começou a vender seus
jogadores, mas ainda gasta muito. É uma gestão errática nesse sentido, enquanto
o Corinthians aumentou o custo básico, embora sem gastar em aquisições, para
tentar acertar as contas.”
Ao
lado do trio, está o Internacional, que, após anos utilizando a venda de
jogadores como recurso para balancear as contas, acabou mergulhando em
dificuldades financeiras e foi rebaixado para a Série B. “O Inter errou
muito. Abusou do direito de errar.”
Se a
situação do quarteto preocupa, outro quarteto vive um momento oposto. Palmeiras
(campeão brasileiro) e Flamengo (terceiro colocado) já eram tratados como
exceções no estudo do ano passado, pois nesta análise prévia mantiveram suas
condições exemplares e ganharam a companhia de Santos (vice do Brasileiro) e
Grêmio (campeão da Copa do Brasil), equipes que conseguiram se organizar e
deram sinais fortes de evolução.
Grafietti
fez a ressalva que a melhora das equipes foi também proporcionada em parte
pelas receitas vindas do fechamento de contratos de televisão. Por exemplo, o
Santos arrecadou R$ 40 milhões em acordo com o Esporte Interativo para transmissão
das partidas do Brasileiro em TV fechada de 2019 a 2024. Mas nem todos souberam
aproveitar a vinda de novos recursos, algo que não vai se repetir em 2017.
“De
maneira geral, o que a gente viu na maioria dos clubes é um desempenho mais
apertado do que o usual. Mas temos de separar que no ano passado os clubes
tiveram entradas esporádicas de receita principalmente com a entrada de
dinheiro de TV, com luvas por conta da assinatura de contratos com a TV
fechada. Talvez os números do final do ano vão dar a falsa impressão de que as
coisas melhoraram. Não é bem assim. São receitas que não vão se repetir 2017.
Alguns melhoraram como vêm melhorando ao longo do tempo. Mas muitos ainda estão
desequilibrados. Se a gente voltar as receitas normais, vamos ver que a maioria
dos clubes continua bastante apertado”, disse.
Até o
final deste mês o o BBA Itaú deve publicar uma prévia do relatório financeiro
dos clubes utilizando justamente as informações disponíveis até o momento, como
o orçamento e os balancetes, declarações de dirigentes na mídia e reportagens.
Em julho deve ser publicado o relatório completo, já com o balanço dos clubes.
Confira
abaixo a prévia da análise do BBA Itaú obtida com exclusividade pela ESPN:
Atlético-MG: Imprevisível
Assim
como no relatório anterior, o Atlético-MG continua dividido entre o modelo de
gestão que tem de seguir com o modelo que gostaria de ter. Isso deixa a equipe
desequilibrada, necessitando ajustar as contas a cada ano para não ter deficit.
“Prevê
arrecadar R$ 45 milhões com venda de atletas. De fato já começou a fazer.
Vendeu Pratto, nome importante, por R$ 21,5 milhões e atingiu metade da sua
necessidade. Mas é um clube que costuma gastar muito. Ele está tendo de voltar
ao mercado de vendas para recuperar um pouco do investimento que foi feito lá
atrás e gerou um custo enorme, um custo incompatível com a capacidade de
geração de receita do clube.”
“O
Atlético-MG é um clube que depende muito da televisão, muito da torcida. Tem um
alcance de publicidade menor. Então, a venda de atleta para ele é fundamental.
É isso que está fazendo. Ao mesmo tempo contratou Elias. É uma gestão um pouco
errática nesse sentido porque tem necessidade de confirmar que é um clube
grande, mas ao mesmo tempo está numa região econômica mais limitada. O alcance
do Atlético-MG é menor do que os clubes de São Paulo e Rio de Janeiro. Ele
acaba fazendo além do que pode e isso gera esse desequilíbrio. Gera a necessidade
de vender atletas para fechar a conta.”
O
clube ainda teve um problema financeiro grande ao romper com a empresa
canadense de material esportivo Dry World, cujo acordo previa o investimento de
R$ 100 milhões em cinco anos entre patrocínio e uniformes. Ela pagava metade do
salário de Robinho.
“Gestão
tem de ter muita cautela e conservadorismo. Eles vislumbraram a possibilidade
de fazer dinheiro muito rápido com uma empresa completamente desconhecida no
mercado. Esses saltos muito grandes têm um risco. Era melhor ter ficado com uma
remuneração menor, mas mais estável, do que se arriscar. O Fluminense teve o
mesmo problema, mas se saiu melhor”, completou César Grafietti.
Botafogo: Boa surpresa
Um dos
clubes em situação financeira mais complicada, o Botafogo conseguiu apresentar
uma evolução no último ano. Ainda vive momento crítico, mas o cenário vem
melhorando.
“Ano
passado, o Botafogo terminou melhor do que se esperava. É uma boa surpresa do
final de 2016 para o começo de 2017. Até trouxe o Montillo, mas foi uma
contratação pontual. A torcida está animada, está contribuindo, o time fez bom
Campeonato Brasileiro com os recursos disponíveis. Ou seja, focou muito mais em
uma boa gestão esportiva do que no gasto financeiro exagerado. Botafogo tende a
ser uma boa surpresa nos próximos anos se mantiver essa capacidade de gestão e
se entender onde pode chegar.”
Corinthians: Pressão financeira
A
situação não era nada boa. No ano passado a conta da Arena Corinthians chegou,
o clube se desfez dos protagonistas do título do Brasileiro de 2015 para
colocar as finanças em dia, mas mesmo assim teve uma temporada de mais baixos
que altos.
A nova
temporada não deve ser diferente. A dificuldade ainda é grande segundo estudo
preliminar do Itaú BBA, mas a avaliação é que o clube parece consciente disso.
“O
Corinthians anunciou que tem de arrecadar R$ 48 milhões em venda de atletas
para ajudar nessa conta. Até agora não vi alguma venda. E teve algumas
contratações, mas o clube gastou pouco. Vai aumentar o custo por conta de
salário. Jadson é um jogador que vai custar caro. Alguns outros jogadores que
vieram talvez não sejam tão caros, mas tem o Jô e alguns outros que vão
aumentar o custo básico do Corinthians. Ao mesmo tempo, não gastou em
aquisições e isso ajuda a equilibrar as contas”, disse Grafietti.
“Mas
o Corinthians vai continuar com uma pressão enorme para vender atletas no meio
do ano. E se olharmos o elenco hoje não vemos um grande nome para ser vendido e
gerar a receita necessária. Tanto é que não vimos nenhuma grande especulação em
relação aos jogadores do time nessa primeira janela do ano. Isso significa que
o Corinthians entra 2017 pressionando para vender atletas, pressionado porque
tem de resolver os custos do estádio. Esse é o cenário para a atual
temporada”, prosseguiu.
“A
análise do que o clube fez neste início de ano aponta uma conscientização. De
certa forma, fez uma troca. Cedeu atletas, trouxe outros. Nada muito caro e
dentro das possibilidades financeiras. Me parece que há uma visão dentro do
clube de que é preciso fazer ajustes nas contas para ultrapassar os anos mais
difíceis. Tanto que teve a história do Drogba, mas claramente tinha de ter um
projeto de marketing por trás para ajudar no pagamento do salário porque era
muita coisa para o clube na situação que ele está”.
O
superintendente do Itaú BBA relembrou também que o Corinthians conviveu até
pouco tempo com atrasos salariais, atraso no décimo terceiro, e isso significa
que a situação não é nada confortável. “Vai passar um 2017 bastante
pressionado”.
Cruzeiro: Sem prévia
O Cruzeiro
não divulgou publicamente o orçamento da atual temporada. Por isso é um clube
que não tem qualquer projeção feita pelo Itaú BBA sobre este ano.
Flamengo: Controlado
“É
clube que conseguiu controlar os gastos, os investimentos ao longo desses
último cinco, seis anos, e agora tem condição de fazer as contratações que está
fazendo, sem pagar com grande dificuldade os salários dos atletas”, disse
Grafietti.
Fluminense: Pés no chão
“É
um clube redondinho. Não vem fazendo loucuras. Desde a saída da Unimed, a
direção percebeu o tamanho que poderia ter de gastos. Esse ano liberou o Cícero
para o São Paulo. Ou seja, aliviou a folha salarial. É um clube que tem uma
visão mais moderna, mais profissional. Já vinha em um bom caminho. Deve seguir
com os pés no chão”.
Grêmio: No caminho
Atual
campeão da Copa do Brasil e de volta após duas edições, a perspectiva em
relação ao trabalho no Grêmio é um pouco melhor do que apontou o relatório do
ano passado.
A
análise anterior apresentou um diagnóstico preocupante, em que alertava-se a
necessidade de o Grêmio reduzir investimentos e custos, para, no longo prazo,
conseguir ser forte, relevante, e não mero coadjuvante.
“Neste
ano, o Grêmio pode ser um caso interessante. Tem uma gestão profissionalizada,
um CEO, foi campeão da última Copa do Brasil e fez uma série de controle de
custos. Vendeu atletas, reduziu a folha salarial. Está fazendo um trabalho
interno super bem feito. Ou seja, está em um caminho bem interessante”,
disse Grafietti.
Internacional: Abusou dos erros
O
clube vinha enfrentando altos e baixos na gestão, como apontou o relatório do
ano anterior, e acabou rebaixado para a segunda divisão do Brasileiro no fim de
2016.
“Os
números de novembro já apontavam para um prejuízo de R$ 60 milhões. O Inter
errou muito. Abusou do direito de errar. É um clube que vendia muitos atletas
para fechar a conta. Sempre vendeu e vendeu bem. Até porque forma bem. Mas não
teve vendas relevantes mo ano passado. Isso apertou demais o fluxo de
caixa”, disse Grafietti.
Segundo
Grafietti, o Inter estava muito dependente da venda de jogadores. “Quando
você entra nessa roda, ela não pode parar. No ano que ela para o clube se
arrebenta. Você tem uma receita que entende ser recorrente, mas ela não é.
Quando ela parar você vai atrasar salário, vai atrasar premiação. Vai atrasar
tudo. Vai fazer dívidas novas ou vai atrasar.”
Mas a
troca de presidência no clube colorado é vista como uma boa possibilidade de
reconstrução. Em janeiro, Vitorio Piffero, que estava no poder desde 2015,
deixou o cargo e Marcelo Medeiros foi eleito para ficar até o fim do próximo
ano.
“O
que eu senti agora é que mudou a gestão. É uma gestão que tem visão
completamente profissional. São pessoas do mercado financeiro e que estão
fazendo algo bastante profissional. Mas o Inter ainda vai passar apertado esse
ano. As receitas caíram muito. O clube vai depender muito do programa de
sócio-torcedor e terá de reduzir custos. Já dispensou o Alex. Vai fazer
ajustes. A Série B é uma boa oportunidade para reduzir custos e você se
reestruturar. Você consegue se organizar meio que obrigatoriamente.”
Palmeiras: Ordem na casa
“A
questão da Crefisa como patrocinadora do Palmeiras é importante, mas tem todo
um trabalho do Paulo Nobre [último presidente] que foi importante para colocar
ordem na casa. É um clube que hoje tem mais governança, tem mais controle. A
soma desses fatores é que permite o clube contratar tão bem. É claro que, nos
volumes que ele está contratando, tem muito do suporte dado pela Crefisa. Seja
via patrocínio ou com ajuda direta na contratação. Mas não podemos desmerecer o
trabalho que foi feito”, disse o Grafietti.
Santos: Organização
“Vimos
uma melhor organização do Santos ao longo do último ano. Pelo que percebi dos
números intermediários de julho, é um clube que conseguiu organizar seus
custos, tem um elenco mais enxuto, não é um elenco caro, teve a entrada de
dinheiro de TV e assim conseguiu colocar em ordem a dívida”, disse
Grafietti.
O
cenário é bem mais positivo do que apresentou o relatório do ano passado, que
colocou o Santos entre os grandes que preocupavam. Mas teve as finanças
turbinadas com R$ 40 milhões ao fechar contrato com o Esporte Interativo para
transmissão das partidas em TV fechada de 2019 a 2024, em acordo firmado em
março.
“Não
vemos notícias do Santos atrasando salários. Não é um clube que fez loucuras.
Não fez nenhuma aquisição que mudasse o patamar de custos dele. A minha visão é
que o Santos conseguiu se organizar. Ele age de acordo com o que pode”.
São Paulo: Enxugando gelo
O São
Paulo é um caso a parte entre os 12 grandes do país. Em dezembro, o clube
divulgou o orçamento da temporada com a previsão de arrecadar R$ 60 milhões em
venda de jogadores e mesmo assim não evitaria um déficit de R$ 7,5 milhões.
Chegou a se reunir com os conselheiros para tratar da antecipação de receita (o
que não foi aprovado).
Em
janeiro, conseguiu vender o meia-atacante David Neres, cria da base, ao Ajax
por R$ 40 milhões – com chance de lucrar mais R$ 10 milhões -, recebeu R$ 5
milhões pela transferência do meia Oscar do Chelsea para o Shanghai SIPG, do
futebol da China, e já tem praticamente acertada a saída do zagueiro Lyanco ao
Atlético de Madri por R$ 20 milhões. Vendas que, em tese, evitam o deficit.
Assim, deu-se ao luxo até de gastar R$ 21,5 milhões para ter Lucas Pratto.
Situação tranquila? Não é bem assim.
“No
fim do ano o São Paulo mostrou aos conselheiros um orçamento que precisava
arrecadar R$ 60 milhões em vendas e ainda assim ficaria com um deficit de R$
7,5 milhões. Na prática, tinha de vender R$ 67,5 milhões porque não existe
divulgar orçamento com prejuízo, ou com déficit. Tem de divulgar no mínimo 0 a
0”, explicou o Itaú.
“Podemos
até fazer uma conta simples: o São Paulo já vendeu neste primeiro semestre
David Neres por R$ 40 milhões, sendo que pode vir a receber mais R$ 10 milhões
no meio do ano, que depende de performance do atleta, número que ainda não dá
para considerarmos. Então, são: R$ 67 milhões menos R$ 40 milhões do Neres,
menos R$ 5 milhões do Oscar, menos R$ 20 milhões do Lyanco, que é uma venda que
dizem que já aconteceu. Vai sobrar R$ 2 milhões de déficit. Em tese, com isso o
clube praticamente fechava a conta do ano. Teve de vender, vendeu, resolveu o
problema e toca a vida”, disse.
“Mas
não terminou aí. Começaram as contratações. De acordo com números divulgados
pela imprensa, Pratto custou R$ 21,5 milhões. Toda a negociação tem comissão.
Vamos dizer que tenha sido de 10%, que é algo usual, não é demérito, são R$ 2
milhões investidos. Aí tem o salário do atleta e pelo que li será de R$ 500 mil
livres por mês. Isso significa que o imposto é o clube que terá de pagar. Se
vai sair do clube é em torno de R$ 800 mil por mês. Como são 13 salários, são
R$ 10 milhões no primeiro ano. Aí tem o Jucilei que deve ganhar uns R$ 400 mil
por mês. No ano, são mais R$ 5 milhões. Ou seja, daquele 0 a 0 alcançado com as
vendas, o São Paulo voltou a ter uma necessidade de arrecadar R$ 41 milhões,
considerando esses gastos que foram feitos e que serão feitos ao longo do
ano”, prosseguiu o superintendente de crédito do Itaú BBA.
“Vamos
dizer que para abater esse valor o São Paulo use a reserva para fazer um
investimento, que estou considerando ser em torno de R$ 15 milhões. Ou seja,
mesmo usando a reserva, o clube precisará de R$ 26 milhões para fechar o caixa.
Se conseguir vender o Luiz Araújo, que teve proposta de R$ 20 milhões, ainda
terá a necessidade de cobrir R$ 6 milhões em déficit. Neste exemplo, o São
Paulo vai ter de vender os três jogadores que eu citei [Lyanco, Neres e Luiz
Araújo] e mais alguém. Ou vai tomar dinheiro emprestado ou vai vender mais alguém
para fechar a conta. O São Paulo vai vender quatro atletas, da base, que são
jovens com potencial, para fazer investimento num atleta que já tem 29 anos e
para repatriar outro para fechar a conta”, completou.
Neste
cenário, Grafietti concluiu que a fórmula usada pelo São Paulo pode representar
um problema de difícil solução no futuro.
“Quando
você trabalha numa empresa que tem necessidade de caixa estrutural, você vende
ativo para resolver o problema. Vende um terreno, vende uma planta, para
colocar o dinheiro em caixa e resolver seus problemas. O São Paulo está
vendendo os atletas, os ativos, para comprar outros e para fechar a conta do
ano. Vai chegar o ano que vem e provavelmente ele vai ter os mesmo problemas
atuais. Do ponto de vista esportivo o torcedor deve estar feliz, e tem de estar
mesmo porque foram boas contratações, mas do ponto de vista financeiro o São
Paulo está enxugando gelo, está dando voltas. Continua tendo de vender atletas,
atletas de potencial e ainda assim continua sem pagar a conta. Quando os
dirigentes veem a público e dizem que o clube está com a situação semeada, eles
passam a falsa impressão de que está semeada mesmo, mas sem estar.”
Vasco: Futuro nebuloso
A
exemplo do Cruzeiro, a equipe cruzmaltina não tornou públicas informações sobre
o orçamento da temporada, o que impossibilita uma análise mais detalhada. Mas,
mesmo assim, com base no ano passado, o cenário não é positivo.
“É
difícil imaginar o que espera o Vasco neste ano. Temos pouca informação. Mesmos
os balanços publicados são confusos. Pensando no que passou, temo pelo Vasco
nessa gangorra. Já caiu e voltou. Caiu de novo e voltou. Temo, sim, pelo
futuro”, disse Grafietti.

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