Libertadores com mais brasileiros prejudica árbitros do país.

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WALTER MONTEROS/AFP

ESPN: Em
2017 a Copa Libertadores da América será mais brasileira do que nunca, com a
presença recorde de oito clubes na fase de grupos do torneio. A notícia é boa
para o fortalecimento do futebol nacional, por outro lado, é péssima para os
árbitros do país.

Por
motivos óbvios, as regras não permitem que quartetos de arbitragem sejam
formados por profissionais do mesmo país de times que estejam em ação. Para
piorar a situação, a competição sul-americana adota um critério de também não
escalar árbitros para jogos de outras equipes que pertençam a grupos que tenham
times de suas nacionalidades.
Na
atual edição da Libertadores, apenas o grupo 3 não possui nenhum time do
Brasil, sendo formado por Emelec-EQU, Independiente Medellín-COL, Melgar-PER, e
River Plate-ARG. Assim, apenas dois jogos por rodada poderão ter a arbitragem
dos brasileiros pertencentes ao quadro da Fifa.
A
situação pode ser ainda mais complicada na sequência do torneio, pois, caso
Palmeiras, Santos, Flamengo, Atlético-MG, Botafogo, Grêmio, Chapecoense e
Atlético-PR sejam bem sucedidos, a fase mata-mata do torneio estará repleta de
brasileiros, com a chance de termos uma equipe em cada um dos confrontos das
oitavas de final. E o regulamento da Libertadores diz que, em caso de jogos com
dois times do mesmo país, o árbitro seja de uma outra nação.
Com
menos espaço na competição continental, os árbitros perdem oportunidades de
projeção internacional, importantes para surgirem convocações em torneios de
nível mundial. Além disso, a perda financeira é muito grande, já que os
pagamentos da Libertadores são feitos em dólar, e rendem o dobro do que em
torneios no Brasil.
Quando
atuam em jogos do Campeonato Brasileiro, os árbitros que possuem o selo da Fifa
recebem R$ 3,85 mil por partida enquanto os auxiliares da entidade ganham R$
2,3 mil.

quando o compromisso é da Copa Libertadores, o pagamento é em dólar, rendendo
US$ 2,55 mil (R$ 7,8 mil) para o árbitro principal da partida, US$ 1,67 mil (R$
5,1 mil) para o auxiliar, e US$ 1,25 mil (R$ 3,8 mil) para o quarto árbitro.
Atualmente,
são 10 árbitros principais e 10 auxiliares no quadro da Fifa. Anderson Daronco,
Dewson Freitas da Silva, Luiz Flávio de Oliveira, Raphael Claus, Ricardo
Marques, Rodolpho Toski Marques, Sandro Meira Ricci, Wagner do Nascimento
Magalhães, Wagner Reway e Wilton Sampaio são os árbitros, e Alessandro Matos,
Bruno Boschilia, Emerson de Carvalho, Bruno Raphael Pires, Fabrício Vilarinho,
Kléber Lúcio Gil, Marcelo Van Gasse, Rodrigo Figueiredo Henrique Correa,
Guilherme Dias Camilo e Danilo Ricardo Simon Manis, os assistentes.

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