Maracanã: Lagardère quer deixar lucro de bilheteria para Flamengo.

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Márcio Alves

O
GLOBO
: Ainda há jogo entre GL Events e Flamengo. O clube confia na permanência
da empresa na concorrência para comprar da Odebrecht a concessão do Maracanã.
Mas o adversário do grupo francês, os também franceses da Lagardère, prepara
nos bastidores uma estratégia capaz de atrair o rubro-negro.

O
modelo de gestão a ser apresentado ao Flamengo, caso a GL desista mesmo da
concorrência, será baseado, entre outros pontos, na administração da
bilheteria. Como faz com o Ceará no Castelão, a Lagardère pretende deixar com o
Flamengo a venda de ingressos.
Principal
entrave na aproximação com o clube, a BWA, considerada inimiga na Gávea, não
participa desta concorrência pelo Maracanã.
A BWA,
que já trabalhou com o Flamengo, no entanto, é parceira da Lagardère na empresa
Lu Arenas, responsável pela bilheteria do Independência, outro estádio
administrado pelos franceses no Brasil. Em Belo Horizonte, cuida da venda de
ingressos.
No
entanto, apesar do jogo de sedução, há resistência no rubro-negro. O presidente
do Flamengo, Eduardo Bandeira, confia na permanência da GL na disputa e mantém
a posição a respeito do grupo Lagardère.
– Não
tenho nenhuma informação oficial da desistência da GL. E, quanto ao outro
grupo, dissemos que não iríamos participar e mantenho a nossa posição – disse
Bandeira.
O
contrato do Flamengo com o Maracanã expirou em dezembro de 2016. O do
Fluminense ainda está em vigor e vale pelos próximos 30 anos.

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