Marinho diz que sua primeira opção era o Flamengo.

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Foto: Divulgação / Changchun Yatai

UOL: Extrovertido
e habilidoso! Assim é conhecido o atacante Marinho, novo reforço do Changchun
Yatai para a disputa da temporada. O jogador será mais um brasileiro a atuar no
milionário futebol chinês. Por muito pouco, a experiência no exterior não se
concretizou, uma vez que ele quase se transferiu para o Flamengo.

O
interesse do time rubro-negro carioca surgiu logo após o fim do Campeonato
Brasileiro do ano passado, torneio no qual Marinho foi um dos grandes
destaques, com gols, lindas jogadas e futebol de primeira linha. Para coroar,
ajudou o Vitória a se salvar do rebaixamento.
Em
entrevista exclusiva ao LANCE!, Marinho fala da proposta do Flamengo, comenta a
engraçada entrevista que concedeu após um jogo do Ceará, em 2015, e sobre suas
primeiras impressões do futebol chinês.
Você chegou ao Changchun Yatai nesta temporada.
Apesar do pouco tempo no clube, o que já pode perceber em termos de estrutura e
ambição do time para o Campeonato Chinês?
O
clube investiu para fazer uma grande temporada. Nosso objetivo é, sem dúvida,
fazer um campeonato regular para terminar em uma boa colocação. Vamos pensar
passo a passo para ganhar confiança aos poucos.
Como está o processo de adaptação ao
futebol chinês?
O
futebol chinês é muito dinâmico. Eles gostam bastante de jogadas em velocidade
e isso pode me ajudar, até porque é a minha característica, de partir para
cima, sempre em direção ao gol. Não tive nenhum problema de adaptação. Estou
muito motivado para fazer um grande ano no clube.
Como está sendo a preparação da equipe
para a temporada? Ela já está pronta para o início dos campeonatos?
Fizemos
uma pré-temporada muito forte, realizamos amistosos e tivemos bom desempenho
durante essas partidas. Acredito muito que o nosso grupo pode fazer uma boa
temporada em 2017. Até a estreia (dia 4 de março contra o Shanghai SIPG)
estaremos no nível que queremos.
O Guangzhou Evergrande vem dominando o
futebol no país. O Changchun Yatai ou alguma outra equipe pode desbancar o time
de Felipão na Super Liga Chinesa?
Sem
dúvida é um clube que vem fazendo grandes temporadas e montando elencos muito
fortes, mas no futebol tudo é possível. Temos que pensar alto do início ao fim
da temporada. Se vamos desbancá-los, só o tempo vai dizer. De qualquer forma, o
campeonato tem grandes equipes e todas vão buscar seus objetivos.
Como você vê esse boom de contratações
multimilionárias do futebol chinês nestas últimas temporadas? Você esperava ser
mais um brasileiro atuando no país?
Os
chineses estão investindo muito para desenvolver cada vez mais o futebol no
país e os estrangeiros têm papel fundamental neste processo. Nós temos essa
responsabilidade de ajudar neste sentido. Quando recebi a proposta não pensei
muito, até porque era um negócio muito bom para todos.
Você fez um excelente Campeonato
Brasileiro pelo Vitória e despertou o interesse de diversos clubes do Brasil e
do exterior. O que te levou a acertar a proposta do Changchun Yatai?
Na
verdade a gente não pensa somente nos valores. Claro que isso conta muito, mas
a evolução do futebol chinês me deixou motivado a aceitar esse desafio. Muitos
brasileiros estão no país e isso me deu ainda mais vontade de atuar na China.
Estou feliz com tudo que tenho vivenciado aqui nesta pré-temporada.
O que faltou para acertar com o Flamengo,
que era o clube brasileiro que mais demonstrou interesse? O Rubro-Negro carioca
era, de fato, sua primeira opção se saísse do Vitória?
Naquele
momento, se fosse sair do Vitória, a primeira opção seria o Flamengo. Meu pai
torce para o Flamengo e tinha esse sonho. Muita coisa iria influenciar. As
propostas de outras equipes foram muito bacanas também. Mas acabou o Vitória
não aceitando os valores, o que é normal, por isso não acertamos com o
Flamengo.
Você começou sua trajetória profissional
no Fluminense. O que faltou para ter mais sequência nas Laranjeiras?
Comecei
a carreira em Alagoas e depois acabei seguindo para o Santos, onde tive uma
rápida passagem, depois fui para o Fluminense. Subi para o profissional e tive
bastante oportunidades, principalmente com Renato Gaúcho, que me fez aparecer
para o futebol. Nós queríamos renovar por dois anos, o Fluminense por um, e não
chegamos a um acordo naquele momento, o que acabou dificultando minha
permanência no clube. Na época havia grandes jogadores, como Dodô, Leandro
Amaral, Washington. E mesmo com esse grande elenco, tive oportunidades. Foi uma
experiência fantástica.
No Internacional, também não jogou muitas
partidas. A que você credita essa falta de chances no Colorado?
No
Internacional fui contratado após minha passagem pelo Fluminense. Estava muito
empolgado com a oportunidade de vestir a camisa de mais um grande clube.
Esperava ter mais chances no clube, mas as coisas não aconteceram. A equipe,
que era muito forte, já estava formada, o que é normal. Achei que poderia ter
mais oportunidades, até porque tinha jogado uma Série A pelo Fluminense. Não
seria uma novidade para mim. Mas não podemos culpar ninguém. Acontece no
futebol e não podemos lamentar. O futebol é bom por isso: muitas vezes não dá
certo em um lugar, vai dar no outro. Tive o prazer imenso de vestir a camisa
também.
No Ceará, você voltou ao cenário do
futebol com mais destaque. Mas ficou conhecido também por uma entrevista após o
jogo, no qual havia levado cartão amarelo e ficado suspenso, mas não lembrar do
fato. Até hoje as pessoas brincam com a situação? Como foi e o que passou na
sua cabeça na hora?
Muita
gente brinca, sim, e acho divertido. Não ligo, de jeito nenhum. Foi um momento
em que estava saindo do jogo em que fiz um gol aos 48 minutos do segundo tempo.
Me deu um branco na hora e aconteceu isso tudo, mas é muito divertido.
Não pensou que poderia ficar marcado por
conta dessa entrevista do que propriamente pelo seu futebol?
Não,
até porque consegui provar que não sou o Marinho apenas daquela entrevista. Fiz
um grande ano em 2016 com o Vitória e a entrevista já ficou um pouco para trás.
A sua passagem pelo Vitória foi a melhor
de sua carreira. Por que o ano de 2016 foi tão bom? O que ele foi diferente dos
outros para você ter tanto destaque?
O ano
de 2016 foi perfeito para mim em todos os sentidos, dentro e fora de campo, e
agradeço ao Vitória por tudo que aconteceu comigo na última temporada. Acredito
que o bom ambiente que vivi no clube e com o torcedor fizeram com que tudo
ocorresse como planejei.

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