“No Flamengo, Cirino foi um jogador nota 3”, diz Diogo Dantas.

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Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo

ZERO
HORA
: A semana de estreia do Inter na Copa do Brasil também parece ser uma
semana de encaminhamento de negociações. Marcelo Cirino, após uma longa
negociação entre Inter, Grupo Doyen, Atlético-PR e Flamengo, enfim, será
jogador colorado.

Para
contar com o atacante de 25 anos, o Inter desembolsará cerca de R$ 5 milhões
(parcelados) por 25% dos direitos do jogador e ainda repassará o volante Eduardo
Henrique aos paranaenses. Esta parte será comprada à Doyen. Atualmente, o fundo
de investimentos maltês é dono de 50% dos direitos de Cirino. Os outros 50%
pertencem aos paranaenses. Cirino já se despediu do Flamengo e poderá ser
oficialmente apresentado no Beira-Rio na segunda-feira.
No
Rio, Cirino tinha um contrato de empréstimo ao Flamengo até o final dessa
temporada. O contrato previa que, se até 31 de dezembro o atacante não fosse
negociado, o clube carioca teria de pagar ao grupo de investidores cerca de R$
12 milhões. E não havia mais interesse em segurar o jogador.

Marcelo Cirino precisa ser abastecido. Ele deu certo naquele time de 2013 e de
2014, do Atlético-PR, porque era sempre muito acionado pelo Paulo Baier.
Recebia e finalizava. Ele tem velocidade, mas não é muito bom no drible. Por
isso também prefere bater de primeira. Cirino não é atacante de área. Se
consagrou no Atlético-PR quase como um ponta-direita. D’Alessandro pode ser o
cara a abastecer Cirino. Lança e manda buscar — analisou Luiz Augusto Xavier,
colunista do jornal Gazeta do Povo e narrador do Première.
Os
tempos de Flamengo, porém, não recomendam Cirino. Depois de um bom início no
clube, foi perdendo terreno e chegou a ser suspenso internamente. Ele mais
Pará, Alan Patrick, Everton e Paulinho foram punidos pela direção, devido às
constantes celebrações da turma, mesmo com a equipe passando por uma crise na
temporada. Cirino, Pará, Paulinho, Everton e Anderson Pico foram apelidados
pela torcida do Flamengo de “Bonde da Stella”, devido a uma selfie tirada
por Pico (e postada nas redes sociais) com o quinteto bebendo a cerveja Stella
Artois.

Cirino chegou ao Flamengo para a temporada 2015. Fez um bom Estadual, com o
Vanderlei Luxemburgo, como centroavante, antes do Paolo Guerrero ser
contratado. Depois do Carioca, porém, passou a ser inconstante, vivendo apenas
de lampejos durante todo o ano. No segundo semestre, foi punido e, em 2016,
terminou de perder completamente o espaço que tinha no clube. É uma contratação
de risco. No Flamengo, Cirino foi um jogador nota 3 — advertiu Diogo Dantas,
setorista de Flamengo no jornal O Globo.   

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