Promessas viram pó e clássico carioca será em solo manauara.

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GARRAFÃO RUBRO-NEGRO: Por Enéas Lima
A
Olimpíada no Rio de Janeiro acabou sendo um sucesso pela forma que os
brasileiros abraçaram as modalidades esportivas nos dias que foram realizados
os jogos. E a expectativa que após a sua realização, os brasileiros e os clubes
pudessem aproveitar o tão falado legado esportivo, que seriam a utilização das
Arenas.  Seis meses após a Rio 2016, as
promessas feitas acabaram virando pó e o clássico do NBB entre Flamengo e Vasco
que poderia ser realizado em algum ginásio olímpico, acabará sendo disputado em
Manaus.
O
Garrafão Rubro-Negro realizou uma entrevista exclusiva com Marcelo Vido,
diretor executivo de esportes olímpicos do Flamengo, que abordou a questão da
dificuldade de jogar em alguma Arena utilizada na Olimpíada.
A utilização das Arenas Olímpicas e os
jogos realizados no Tijuca.
“Primeiramente
a gente tem jogado no Tijuca e ele tem nos tratados muito bem. Mas aí temos que
dividir o Tijuca com o time de voleibol do Rio de janeiro. E as vezes tem
evento do próprio Tijuca. E é um ginásio que não comporta um jogo maior como é
o clássico contra o Vasco. As Arenas Olímpicas ainda não estão disponíveis para
o jogo e não sei quando irão estar disponíveis. E não daria para esperar até o
dia 11 de março para definir o local do jogo.  A Rio Arena era uma opção, mas que você
precisa fazer na ponta do lápis. Mas com o Vasco nem poderia ser a Rio Arena.
Pois sem torcida ou com torcida única, o Flamengo é totalmente contra. Acabamos
escolhendo em jogar em Manaus. A cidade que acabou sediando alguns jogos do
campeonato de voleibol. Negociamos com Manaus, foi uma negociação boa, tanto
para jogar e realizar algumas ações na cidade. E claro, negociamos um recurso
para jogar lá, pois estamos saindo do Rio e tudo será pago por eles. É uma
alternativa sim. Pois se está difícil jogar esse clássico no Rio, vamos para
Manaus, vamos para Belém, vamos para Brasília. Se nos convidarem e a Liga
aprovar, nós iremos avaliar.”
A preocupação de não ter alguma das Arenas
para a disputa do playoff do NBB 9
“O
playoff está aí, começa em abril. A gente não disputa a primeira fase, já
entraremos na outra fase. Mas a gente não vai ficar esperando. Após o Carnaval,
a gente vai ver como estamos no campeonato e senão tiver como atuar no Rio,
vamos ver essa possibilidade de atuar fora do Rio de Janeiro.”
A escolha de Manaus como sede do clássico
contra o Vasco.

“A
verdade que Manaus nos procurou. E o fato de estarem realizando jogos da
Superliga com ginásio cheio e com transmissão de tv, acabou se mostrando uma opção
boa.  É uma região que o basquete precisa
levar, uma região interessante do país. Foi uma proposta interessante. O Minas
ofereceu a Arena Minas, mas apenas o ginásio, teríamos que arcar com todos os
outros custos e dessa forma não nos interessa.”
O problema do GEPE em relação aos
clássicos.
“O
problema deles é somente quando o assunto é clássico envolvendo o Flamengo e o
Vasco. Mas eles têm que amadurecer, pois jogar essa partida que seria que um
momento espetacular para o basquete carioca e brasileiro com torcida única
seria ruim. Sem torcida, isso não existe. Esporte sem torcida não existe, é
melhor não ter jogo.”

Foto: Divulgação

A escolha de Manaus e a carga de ingressos
disponível.

Todos
os custos do Flamengo, Vasco e Liga Nacional de Basquete serão pagos pela
Secretaria de Esportes de Manaus. Abaixo você confere como será a carga de
ingressos para a torcida rubro-negra e cruzmaltina para o clássico.
O GEPE e a questão do efetivo no Rio.
O
duelo do turno, ocorrido no dia 28 de janeiro, o GEPE não garantiu efetivo para
a partida, alegando a redução de policiais disponíveis em razão das partidas de
futebol do Campeonato Carioca. O GEPE defendeu que o clássico na Rio Arena
fosse disputado com torcida única, em razão de ter apenas um acesso principal
ao ginásio. Caso fosse realizado com duas torcidas, foi solicitado a instalação
de grades provisórias para separar as duas torcidas.

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