Quem vai cuidar do Maracanã? Prazo para resposta se aproxima.

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Foto: Divulgação

LANCE:
Quem vai ficar com o Maracanã? A resposta para a pergunta é (por que não?) a
mais aguardada nos bastidores do futebol do Rio de Janeiro. E a projeção é que
nos próximos dias uma solução definitiva comece a ser dada ao estádio, cuja
administração é alvo de cobiça de duas grandes empresas (Lagardère e GL Events)
e motivo de dor de cabeça para a Odebrecht.

A
ideia inicial da atual administração do estádio era apontar até o fim desta
semana o lado escolhido como próximo gestor, mas entre os envolvidos no processo
há quem diga que pode ser que a definição se arraste para semana que vem.
Coisas do ramo empresarial.
Nos
últimos dias, tanto Lagardère quanto GL Events têm se movimentado para
convencer a Odebrecht de que tem mais capacidade para tirar o Maracanã do
abandono atual. Conversas com fornecedores, possíveis parceiros, além do papo
com clubes – mais especificamente com o Flamengo, por parte da GL Events, já
que o Rubro-Negro não se cansa de dizer que não joga no estádio com a Lagardère
à frente do negócio.

Estamos alinhados com esse grupo. Temos compromisso e acordo comercial
praticamente finalizado. A vigência total do contrato com o Maracanã é de 32
anos. O espírito do Flamengo, respeitados os interesses do clube, é que a
solução seja estável. Tudo vai depender disso (do acerto com a GL) para
assinarmos um contrato longo – afirmou o CEO do Fla, Fred Luz, ao LANCE!.

A
Lagardère confia que tem mais know-how e poderio econômico. Tanto é que já
colocou logo a proposta financeira para o estádio (cerca de R$ 60 milhões) nos
documentos que enviou para aprovação do Governo do Rio.
Mas o
fato de a Odebrecht apontar a empresa a qual venderá a concessão do estádio não
significará reabertura imediata do estádio. Há trâmites legais, burocráticos e,
principalmente, ajustes físicos a serem feitos no estádio, que, mesmo com a
ordem judicial para voltar a ser administrado pela Odebrecht, recebeu poucos
ajustes.
A Ferj
até tentou pressionar para que o Maraca recebesse semifinais e final da Taça
Guanabara. Mas, com a gestão atual se esquivando, o caso voltou à Justiça e a
solução ficou distante.
O
tempo passa para o Maracanã, que, se pessoa fosse, estaria em depressão
profunda.
OS CONCORRENTES
LAGARDÈRE – A
empresa de origem francesa aposta na expertise de administrar cerca de 60
arenas pelo mundo, sendo 45 deles estádios (incluindo o Castelão). Nos últimos
dias, a empresa reforçou a atuação nos bastidores em conversas com executivos
da Odebrecht e fornecedores do Maracanã.
GL Events
Especialista em gerir espaços de eventos, como o Riocentro, a empresa ganhou
forças na briga pelo Maracanã ao fechar parcerias para administrar o estádio.
Junto com a empresa de origem inglesa estão a Amsterdam Arena, AEG, CSM/Golden
Goal e o Flamengo, que ameaça não usar o estádio sem a gestão.
Amir Somoggi, Consultor de gestão
esportiva
A situação
do Maracanã é resultado de falta de planejamento e de não saber executar a
forma correta para dar certo. Foi uma sucessão de erros. Empresas que não
entendem nada de marketing, de captação de patrocínios, naming rights. Foram
mais de R$ 173 milhões de prejuízo.
Nenhum
dos grandes estádios está dando lucro para as operadoras. Os clubes estão
fazendo dinheiro com a bilheteria, mas os espaços nobres não são vendidos. Não
tem serviço de qualidade e nem um futebol de qualidade. As pessoas estão com
acesso aos jogos europeus e aumentaram o grau de exigência. O clube teria que
participar efetivamente, ser muito mais parceiro no projeto. Com quatro meses
de estadual, ninguém ganha dinheiro. A situação tende a melhorar se o clube
tiver interesse no negócio.

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