Reforma no Maracanã é estimada em R$ 20 milhões.

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Maracanã abandonado – Foto: REUTERS/Nacho Doce

RODRIGO
MATTOS
: Uma estimativa inicial aponta que os reparos necessários no Maracanã
por conta do abandono são de pelo menos R$ 20 milhões. O valor pode subir a até
R$ 30 milhões dependendo de avaliações mais profundas. Essa é a informação com
que trabalha um dos consórcios que disputam a concorrência que não quis ser
identificado. A Odebrecht informa que ainda não tem um montante preciso o que
só será obtido após uma vistoria completa.

A
questão de quem vai ficar com essa conta é o principal empecilho para a
construtora dar sequência à venda da concessão para a Largardère ou para a GL
Events, duas habilitadas pelo Estado do Rio de Janeiro. Essa discussão se
estende e atrasa o desfecho. A Odebrecht entende que o Comitê da Olimpíada
Rio-2016 é responsável por esses reparos.
Os
principais consertos necessários são na cobertura, na parte elétrica e em
cadeiras da arquibancada. No caso da cobertura, é preciso fazer manutenção e
consertos na lona para reabrir o estádio com segurança. A avaliação é de que
seria preciso R$ 9 milhões para esse item. A princípio, um laudo prévio não
apontava danos que comprometessem a estrutura.
No
caso das cadeiras, a Rio-2016 entregou o estádio com cadeiras com lugares
trocas, e muitas delas quebradas. Além disso, o mobiliário de camarote estava
jogado de qualquer maneira em depósitos. Isso precisa ser recuperado. A parte
elétrica é a terceira preocupação. Há ainda o gramado cujo custo é mais baixo.
O
laudo preliminar feito pela Odebrecht mostrava 56 irregularidades no estádio
após a entrega pela Rio-2016. Mas a própria construtora se recusou a assumir a
segurança e a manutenção do estádio por dois meses, agravando a situação e
gerando roubos de cabos elétricos. O Rio-2016 nega ser responsável por qualquer
reparo novo no estádio.
”Fizemos
uma inspeção com a Odebrecht na entrega do estádio e a estimativa dos consertos
era de R$ 400 mil”, afirmou o diretor de comunicação do Rio-2016, Mario
Andrada. ”Temos um laudo da SBP e outro da Promo mostrando que os danos a
cobertura foram apenas um furo na lona e uma colocação de som.”

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