Relembre as polêmicas envolvendo Flamengo e Botafogo.

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Foto: Divulgação

LANCE:
A decisão do Botafogo em não permitir que o Flamengo mande mais jogos no Nilton
Santos aqueceu ainda mais a intensa rivalidade que entre os dois clubes. O
presidente do Glorioso, Carlos Eduardo Pereira, questionou a postura dos
torcedores adversários e as cenas de barbárie na vitória por 2 a 1 do
Rubro-Negro, no último domingo.

Porém,
a intensa rivalidade nos gramados é antiga, e passa longe da violência. Em meio
a jogos polêmicos, comemorações curiosas e “chapéus”, o LANCE! faz um
balanço dos momentos de rivalidade entre Flamengo e Botafogo.
UMA ILHA DE POLÊMICAS (2016)
Outro
estádio rendeu discórdia entre Botafogo e Flamengo. Quando mandou seus jogos no
Estádio Luso-Brasileiro (de propriedade da Portuguesa, na Ilha do Governador)
em 2016, o alvinegro viu a decisão de destinar apenas 10% dos bilhetes ao
adversário gerar polêmica no clássico. Além disto, a troca de mãos rendeu
alfinetadas entre os dois clubes, porque o Rubro-Negro mandará seus jogos no
local (que foi reestruturado pelo Botafogo no ano anterior) a partir desta
temporada. 
QUEM VAI FICAR COM WILLIAN ARÃO? (2015)
Após
ter uma excelente fase na campanha em 2015, o Botafogo tentava renovar o
contrato de Willian Arão. Porém, ainda no fim daquele ano, o Flamengo
atravessou o caminho alvinegro e levou o atleta para a Gávea. A diretoria do
Glorioso foi à justiça para tentar manter o volante, amparando-se numa cláusula
de renovação automática prevista em contrato, enquanto Arão afirmou que a
atitude fere a nova resolução da Fifa. O caso ainda se arrasta nos tribunais (e
com vitória do volante, que segue no Fla).
O ‘CHORORÔ’ É LIVRE… (2008)
Indignados
com a arbitragem na final da Taça Guanabara, jogadores do Botafogo foram para a
entrevista coletiva ao fim da derrota para o Flamengo por 2 a 1 aos prantos,
criticando o Campeonato Carioca ao lado do então presidente Bebeto de Freitas.
O episódio rendeu piada dos rubro-negros até dentro dos gramados: Souza fez o
gesto de “chororô” ao comemorar um de seus gols na competição.
‘PREDANDO’ COM CLAITON (2007)
Um dos
principais jogadores do Botafogo na temporada de 2006, Claiton terminou a
temporada com impasse em relação à prorrogação de seu contrato. O Flamengo
aproveitou a incerteza, fez uma proposta ao volante e o levou para jogar na
Gávea no ano seguinte. O episódio com Claiton quase fez o então presidente do
Glorioso, Bebeto de Freitas, romper relações com Márcio Braga.
IRANILDO, O ‘CHUCHU’ COM GOSTO DE
RIVALIDADE (1996)
Um dos
“motores” do Botafogo durante a conquista do Brasileirão de 1995,
Iranildo acabou descendo mal para a diretoria do clube no ano seguinte. O então
presidente do Flamengo, Kleber Leite, fez uma negociação com presidente do
Madureira (dono dos direitos do atleta), Elias Duba, para negociar o jogador e
o “Chuchu” partiu para a Gávea no ano seguinte. No Flamengo, ganhou
três Cariocas e uma Mercosul.
RENATO GAÚCHO E BUJICA NA CABEÇA
ALVINEGRA! (1991)
O
histórico de “chapéus” é antigo na rivalidade entre Flamengo e
Botafogo. Em 1991, o então dirigente do Glorioso, Emil Pinheiro, conseguiu, de
uma tacada só, levar dois “fazedores de gol” do adversário: o ídolo
Renato Gaúcho, à época um dos principais atacantes do futebol nacional, e o
folclórico Bujica.
CARLOS ALBERTO DIAS… E O BICHO VAI DANDO
NO FOGÃO! (1990)
O
poder aquisitivo de Emil Pinheiro fazia o Botafogo não parar de “quebrar a
banca” e superar o Flamengo em negociações. O rubro-negro chegou a assinar
um pré-contrato com Carlos Alberto Dias, destaque do Coritiba. Mas “seu
Emil” atravessou a negociação e, após pagar a passagem do meia, ele
assinou com o Botafogo, onde foi campeão carioca de 1990.
FERNANDO MACAÉ, A PRIMEIRA PERIPÉCIA DE
‘SEU EMIL’ (1985)
Após
grande fase no Bangu de 1985, Fernando Macaé chegou a um acerto verbal e estava
de malas prontas para assinar com o Flamengo (clube no qual jogou nas divisões
de base). Neste momento, o Botafogo viu entrar em cena pela primeira vez Emil
Pinheiro, um dos principais bicheiros do Rio de Janeiro e dirigente do clube
alvinegro. Como “vale o que está escrito”, o seu Emil se entendeu com
o mandatário do Bangu, Castor de Andrade (também bicheiro) e o atacante pintou
em General Severiano.
SEIS PRA LÁ, SEIS PRA CÁ (1972 e 1981)
Em 15
de novembro de 1972, o Botafogo amargou a festa de aniversário do Flamengo com
um sonoro 6 a 0 e a atuação avassaladora. Os três gols de Jairzinho, dois de
Fischer e um de Ferretti e ecoaram na cabeça rubro-negra por vários anos, com a
faixa: “Torcedores do Flamengo, amamos voseis”. Mais precisamente até
8 de novembro de 1981, quando a geração que marcou época na Gávea vingou em
grande estilo: após Nunes, Zico, Adílio, Lico abrirem uma goleada no primeiro
tempo, o pedido das arquibancadas foi atendido com gols do Galinho e (ufa!) de
Andrade.
‘SENTA’ QUE LÁ VEM POLÊMICA (1944)
Outra
inusitada polêmica veio no “Jogo do Senta”, em General Severiano, em
10 de setembro de 1944, pelo Campeonato Carioca. O Botafogo vencia por 4 a 2
quando, após finalização de Geninho bater no travessão, Lula cabeceou para o
gol e Jayme rechaçou em cima da linha. O árbitro assinalou gol botafoguense
(atribuído a Geninho). Irritados com a marcação, os flamenguistas sentaram-se
no gramado e não aceitaram o reinício da partida. A súmula do jogo consta
vitória do Botafogo por 5 a 2.

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