Sem Flamengo, três Estádios irão se tornar “elefante branco”.

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Foto: Getty Images

ESPN: Já
não era lá tão complicado de prever que alguns estádios construídos para a Copa
do Mundo de 2014 virariam verdadeiros ‘elefantes brancos’ após o torneio. Dois
anos e meio depois, isso de fato aconteceu. E agora a perspectiva é piorar
ainda mais.

Isso
porque os próprios clubes chegaram a um acordo em congresso na CBF e proibiram
na última segunda-feira que se venda o mando de campo no Campeonato Brasileiro.
A medida, claro, visa melhor o nível técnico da competição, impedindo que algum
time se beneficie de um ‘campo neutro’.
Por
outro lado, porém, tira a maior fonte de público e de renda dos estádios mais
afastados da Copa.
Três
deles em especial, sem nenhum time na Série A e nem na Série B: Arena Pantanal
(Cuiabá), Arena Amazônia (Manaus) e Mané Garrincha (Brasília).
Segundo
levantamento do ESPN.com.br, esses estádios receberam juntos 219 jogos depois
da Copa do Mundo de 2014, sendo 25 deles pelo Brasileirão.
Pode
até não parecer muito, mas o campeonato nacional foi o responsável pelos
maiores públicos nas três arenas.
No
Mato Grosso, os times do estado até jogam mais na Arena Pantanal,
principalmente o Cuiabá (Série C) e o Operário (Série D). As arquibancadas,
porém, só enchem quando grandes clubes nacionais vão jogar por lá.
Quatro
dos cinco maiores públicos pós-Copa são do Brasileiro. O maior é de setembro de
2014, em uma vitória do Goiás sobre o Flamengo (38.405).
Amazonas
é o estado com menos jogos desde o Mundial. Foram apenas 55 jogos (incluindo o
Torneio de Manaus feminino, colocado lá justamente para manter o estádio na
ativa).
Foram
só três do Brasileirão. O clássico entre Botafogo e Flamengo, em outubro de
2014, porém, representa o segundo maior público da Arena Amazônia (39.561). Só
Vasco x Fla, semi do Carioca de 2016, superou o número de ingressos vendidos (44.419).

Brasília foi a cidade que mais recebeu o Brasileirão. Foram 15 jogos, de um
total de 65 que o Mané Garrincha foi sede desde o fim da Copa. E, tirando a
Olimpíada, o campeonato nacional é responsável por quatro dos cinco maiores
públicos. O maior deles foi na derrota do Flamengo contra o Coritiba em
setembro de 2015 (67.011), só superado pelo empate entre Brasil e África do Sul
nos Jogos Olímpicos (69.389).
E a
conta ainda pode incluir a Arena das Dunas. Natal conta com o ABC na Série B e
com o América-RN (agora na Série D) jogando com frequência por lá. Até por
isso, só 2 dos 88 jogos disputados por lá desde a Copa foram do Brasileirão.
Porém,
a vitória do Fluminense para cima do Flamengo no ano passado representa o
quinto maior público e a segunda maior renda do estádio – R$ 2.214.850,00 -,
superada apenas pelo duelo da seleção brasileira contra a Bolívia pelas
eliminatórias sul-americanas.
ARENA PANTANAL
Valor total: R$
583 milhões
99
jogos desde a Copa, 7 do Brasileirão
Maiores
públicos:
1º –
Goiás 1 x 0 Flamengo, 10/09/2014 – 38.405 pagantes – BRASILEIRÃO
2º –
Santos São Paulo        0 x 1   São Paulo, 23/11/2014 – 34.147 – BRASILEIRÃO
3º –
Bragantino 1 x 0 Corinthians, 27/08/2014 – 31.472 – Copa do Brasil
4º –
Santos 0 x 0 Flamengo, 03/08/2016 – 21.799 – BRASILEIRÃO
5º –
Vasco 1 x 0       Flamengo, 28/06/2015 –
16.602 – BRASILEIRÃO
ARENA AMAZÔNIA
Valor total: R$
660,5 milhões
55
jogos desde a Copa, 3 do Brasileirão
Maiores
públicos:
1º –
Vasco 2 x 0 Flamengo, 24/04/2016 – 44.419 pagantes – Carioca
2º –
Botafogo 2 x 1 Flamengo, 25/10/2014 – 39.561 – BRASILEIRÃO
MANÉ GARRINCHA
Valor total: R$
1,4 bilhão
65
jogos desde a Copa, 15 do Brasileirão
Maiores
públicos, sem Olimpíada:
1º –
Flamengo 0 x 2 Coritiba, 17/09/2015 – 67.011 – BRASILEIRÃO
2º –
Flamengo 1 x 2 Palmeiras, 05/06/2016 – 54.665 – BRASILEIRÃO
3º –
Fluminense 1 x 2 Flamengo, 21/02/2016 – 32.024 – Carioca
4º –
Botafogo 2 x 0 Fluminense, 17/08/2014 – 29.185 – BRASILEIRÃO
5º –
Flamengo 2 x 2 São Paulo, 19/06/2016 – 27.233 – BRASILEIRÃO

* Maior público: Brasil 0 x 0 África do
Sul, 04/08/2016 – Olimpíada

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