Técnico do Flamengo admite desejo de comandar a Seleção.

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Foto: João Pires/LNB

GLOBO
ESPORTE
: A boa campanha pelo Joinville, na temporada 2011/12 do Novo Basquete
Brasil, credenciou José Neto ao cargo de técnico do Flamengo. Começava ali a
trajetória que desde então trouxe ao Rubro-Negro quatro títulos seguidos do
NBB, hegemonia que ele quer manter em 2017. Maior vencedor do principal torneio
de basquete do país, o técnico tem de seleção brasileira um tempo ainda maior.
Desde 2004 trabalhando com as equipes do Brasil, foi o treinador principal no
sub-15, sub-17 e sub-18, e chegou a dirigir o adulto em alguns torneios como
auxiliar técnico do argentino Rubén Magnano.

Com a
saída do antigo comandante após a campanha na Rio 2016, a seleção brasileira
está sem técnico desde então. A Confederação Brasileira de Basketball (CBB)
elege o seu novo presidente no próximo dia 10 de março, em Assembleia Geral na
sede do COB, no Rio de Janeiro. Candidatos, Amarildo Rosa e Guy Peixoto
confessaram ao GloboEsporte.com que pretendem trazer um treinador do país para
o ciclo até Tóquio 2020. Seria a hora de José Neto assumir assumir essa
responsabilidade? Ele prefere não se antecipar, mas não esconde o sonho.

Tanto eu quanto qualquer técnico brasileiro, já que falam que querem um técnico
brasileiro, se são chamados, é lógico que haverá uma conversa e as condições
disso. Eu e qualquer um. É o sonho de qualquer técnico brasileiro. Quem não
quer dirigir a seleção brasileira? Todos querem dirigir a seleção. Cabe a eles
(candidatos e futuro presidente da CBB). Temos que ter discernimento e
paciência. Eles decidem. Não gosto de trabalhar com hipóteses e sim com
situações concretas. O que posso fazer hoje de concreto é fazer o Flamengo
vencedor, como estamos fazendo nos últimos anos – garante o técnico.
Além
dos quatro títulos de NBB pelo Flamengo, Neto também conquistou a Liga das
Américas e o Intercontinental pelo Rubro-Negro. Antes, treinou o Paulistano, o
São Bernardo, o Palmeiras e o Joinville, quando em 2012 desembarcou no Rio de
Janeiro.
A
história com a seleção, porém, é ainda maior. Em 2004, foi vice-campeão do
Sul-Americano adulto. E desde então sempre fez parte das comissões técnicas
brasileiras, seja nas categorias de base ou como assistente-técnico, como em
Londres 2012. A última experiência foi na Olimpíada do Rio 2016, como auxiliar
do argentino Rubén Magnano.
Com
mais tempo de CBB do que de Flamengo, o paulista explica que não se vê fora da
seleção brasileira, já que sua trajetória está fortemente ligada aos selecionados
do país. Porém, prefere focar no NBB em busca do pentacampeonato, o que para
ele seria a chave para seguir chamando a atenção e quem sabe ganhar uma chance
de assumir de vez o Brasil.
– Eu
estou desde 2004 na seleção brasileira. Trabalho com eles desde esse ano. São
quase 13 anos participando de várias competições, então, me ver fora da seleção
brasileira é algo que não consigo imaginar. Mas é uma coisa que não programamos
porque não faz parte da gente. Não sou eu quem decido. O que posso fazer é o
melhor que eu posso, trabalhar no Flamengo, e ter resultado para que o trabalho
apareça. É isso que procuro fazer. Foco no nosso trabalho. A consequência disso
é um bom resultado para o clube e chamar a atenção para uma possibilidade –
explica o técnico.
Com
José Neto à frente do time, o Flamengo encara o Liga Sorocabana na próxima
terça-feira, 21, pelo Novo Basquete Brasil. O duelo acontece em São Paulo, às
20h, no Ginásio Gualberto Morais. O Rubro-Negro é o vice-líder do torneio, com
15 vitórias em 20 jogos. A campanha é a mesma do Brasília, mas os candangos
venceram o confronto direto do turno e por isso lideram. Os quatro primeiros da
fase classificatória do NBB avançam direto às quartas de final.

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