Torcida única revolta Mauro: “Chamem o papa-defunto.”

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MAURO
CEZAR PEREIRA
: Primeiro acabaram com o Maracanã, estuprado, agredido, realmente
violentado pelos que o demoliram com toda sua história, mística e milhões de
reais ali colocados em tantas reformas anteriores. O futebol carioca e
brasileiro perdeu, muito, com a obra desnecessária capitaneada por um
governador que no momento se encontra preso.
O
golpe foi duro, mas o tal New Maracanã surgiu no mesmo local sagrado, e pelo
menos em sua arquitetura padrão Fifa, permite que duas torcidas o frequentem ao
mesmo tempo. Mas isso não deverá mais ocorrer, primeiro porque a tal arena
segue fechada, se deteriorando, vítima do furacão Rio 2016, do governo
estadual, do consórcio etc.
Pior,
a determinação de um juiz, após pedido do Ministério Público, gera a adoção da
torcida única. Num Estado falido, com ex-governador preso, o atual balançando e
servidores que não recebem salários, a polícia não foi às ruas como seria
normal, dois grupos brigaram, uma pessoa morreu e o futebol vai pagar a conta.
Torcida
única é a falência da sociedade, a admissão de incapacidade ante gangues de
brigões. Obviamente não resolve, mas será adotada no Rio, como já foi em São
Paulo, até que uma tragédia aconteça mesmo com torcedores de um só clube
podendo entrar no estádio. Paliativo que apenas dá uma satisfação à sociedade.
Colocaram
um band-aid numa perna com fratura exposta. Obviamente não resolve. E o nosso
esporte morre aos poucos. Era o que faltava para o castigado Rio de Janeiro.
Está na hora, chamem o papa-defunto. Os coveiros do futebol vão se esbaldar.

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