Três caminhos para o Flamengo vencer o Vasco sábado.

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Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo

ESPN
FC
: Por João Luis Jr.

Por
mais que ainda seja meio cedo pra falar em “Fla Madrid” ou “Flayern de
Munique”, é fácil notar que o Flamengo de Zé Ricardo desenvolveu um estilo
próprio de jogo. É um time que busca o controle das ações, a posse de bola e
com isso vai martelando o adversário em busca de espaços pra finalizar pro gol.
Um Flamengo mais paciente do que muitos de nós estávamos acostumados, mas que
ainda assim tenta exercer uma pressão constante. Porém, se você lembrar dos
jogos recentes contra o Vasco, em todos eles o Flamengo abandonou seu estilo de
jogo da época e, por alguma razão, adotou uma organização tática muito
semelhante a pessoas vendadas fugindo de um prédio em chamas durante uma noite
particularmente barulhenta.
O
Flamengo é taticamente superior ao Vasco? Acredito que sim. Nome por nome temos
um time mais forte? Certamente temos. Mas isso não serve de nada se o time
abandonar tudo que é treinado e aceitar disputar com o rival um bizarro bumba
meu boi de bicão pra frente, bola alçada na área e disputa de quem dá a ombrada
mais forte. A superioridade do Flamengo vai se mostrar a partir do momento em
que a partida envolver toque de bola, variação de jogadas e ocupação de espaço.
Quando você está disputando uma partida de futebol de sabão não faz muita
diferença ter no seu time Lionel Messi treinado pelo Conte ou seu primo Roginho
de Muriaé treinado pelo seu tio Aderbal que gosta de gritar com desconhecidos
na rua.
Controle emocional
Outra
coisa que faltou muito ao Flamengo nas últimas partidas contra o Vasco foi um
mínimo resquício de algum rastro de sinal de alguma mísera migalha da sombra de
algum controle emocional. Entendo que um clássico é diferente, entendo que as emoções
ficam à flor da pele, entendo que a vontade de ganhar é em dobro, mas vamos
pelo amor de deus botar a mão na consciência, galera.
Superioridade
teórica é pra pesar contra o time mais fraco, não contra o mais forte. Apoio da
torcida é pra estimular, não pressionar. Eu entendo que não deve ser nada
divertido passar uma partida toda sendo apalpado pelo Rodrigo, mas as táticas
de provocação dele são tão óbvias que, quando você controla o cara no Fifa,
deve ter até um comando pra apertar a bunda do atacante rival. Então já era pro
Guerrero ter começado a se situar, por mais homem latino passional que nosso
atacante seja.
Controlar
o jogo passa por controlar os próprios nervos e essas duas coisas são
essenciais pro Flamengo vencer nesse sábado.
Deixar a provocação pra depois
Eu
sei, eu sei, provocação é parte do jogo. Também sei que apimenta a partida,
também sei que a torcida curte, também sei que gera ótimas chamadas pra jornal
e portal. Mas, pra variar, o time do Flamengo poderia baixar a bola nas provocações
pré-jogo, nas declarações públicas de favoritismo, na postura de superioridade.
Eu
concordo com o Guerrero que o Flamengo é favorito contra o Vasco? Claro,
concordo. Mas acho que ele, em vez de falar isso antes do jogo e motivar o time
rival, deveria falar isso depois da partida, após fazer três gols, um deles de
letra, numa goleada tão fantástica que retroativamente faria Vasco da Gama
nunca ter coragem de sair de Portugal, alterando os rumos da história como a
conhecemos e fazendo com que Eurico Miranda hoje fosse apenas um mal-humorado
dono de padaria ali na zona sul, sempre criticado por deixar cinza de charuto
cair em cima do pãozinho.
Em
suma, sábado o Flamengo precisa ser Flamengo. O mesmo Flamengo que veio bem no
ano passado, o mesmo Flamengo que vem impondo seu jogo contra os adversários
esse ano, o mesmo Flamengo que vem tendo paciência e tranquilidade pra fazer o
placar. Superioridade em campo não é uma coisa que você conta, não é uma coisa
que você se gaba, é uma coisa que você comprova vencendo quando importa. Esse
fim de semana é hora de fazer isso.

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