Vinicius Pacheco, ex-Flamengo, tenta renascer após grave lesão.

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Foto: Getty Images

ESPN: Após
passar por um dos períodos mais difíceis da carreira, Vinícius Pacheco
finalmente voltou a sorrir. Foram mais de nove meses longe dos gramados após
sofrer uma grave lesão no joelho em uma partida pelo Avaí contra o Sampaio
Corrêa, em maio do ano passado pela Série B do Campeonato Brasileiro.

“Foi
um lance muito bobo. Subi pra cabecear e infelizmente rompi meu tendão no
salto, um movimento que faço normalmente. Na hora pareceu que meu mundo
desabou. Naquele dia tinha completado um ano que estava liberado de uma lesão
grave no mesmo joelho. Estava todo feliz. Isso foi muito duro para mim”,
recordou o jogador, ao ESPN.com.br.
O
trauma ainda estava recente: o atleta havia passado pelo mesmo problema quando
defendia o Boavista, em 2015. O processo de recuperação foi lento e bastante
doloroso. Após passar por uma nova cirurgia, ele começou a fisioterapia uma
semana depois.
“Os
primeiros dias foram muito difíceis e fiquei muito abatido e cabisbaixo. Era
apenas meu terceiro jogo, segundo no Brasileiro da Série B. Esse primeiro
período foi terrível. O processo de recuperação foi bem dolorido, primeiros
dias sentia muitas dores no joelho”.
Durante
os meses seguintes, o apoio familiar foi fundamental para Vinícius não
desanimar.
“As
principais pessoas que ficaram do meu lado foram minha família, esposa e
filhos. Eles me ajudaram no momento mais difícil. Eles estavam vendo o jogo no
estádio e recebi todo suporte. Não conseguia fazer nada sozinho, precisei
esperar três dias para fazer a cirurgia. Minha esposa que me ajudou nesse
processo de internação e operação”.
A
recuperação foi bastante intensa. Foram realizados vários períodos de
fisioterapia, incluindo finais de semana, feriado e festas de final de ano.
“Contei
com a ajuda dos fisioterapeutas do clube que são excelentes. Eles tiveram muita
paciência comigo e me deram todo suporte. Tenho que agradecer demais ao
Ricardo, Marcão, Mau Mau e o Ari, além do Guilherme Rosa, que é
nutricionista”.
“Eu
fiquei junto com a minha família, fui aos aniversários dos meus filhos. Coisas
que perdemos por causa da rotina. Quando jogamos, ficamos muito distante deles.
Como não viajava com o resto do elenco, eu ficava em casa”.
“Estou
100% recuperado e trabalhando normalmente com meus companheiros. Estou
recuperando minha forma física e técnica. Estou muito feliz e na expectava para
voltar a fazer o que mais gosto”.
Com
saudades de fazer o que mais gosta, Vinicius comemora o reencontro com os
colegas de time.
“Estou
só recuperando minha forma física e técnica para poder em breve estar à
disposição do treinador e pegando o ritmo. Estou feliz demais. Na fisioterapia
você fica deslocado e faz horários e dias diferentes do resto do elenco. Chego
no vestiário e vou para o campo. Isso não tem preço”.
O meia
de 31 anos quer o quanto antes ajudar o time de Florianópolis a conquistar um
título e se manter na Série A do Campeonato Brasileiro.
“Esse
ano será um ano abençoado para todo mundo aqui no Avaí. Minha intenção é voltar
no Estadual e fazer um grande campeonato brasileiro. Estou focado e trabalhando
muito para isso. Ainda não sei quando estarei em campo, mas estou evoluindo
todos os dias”.
Campeão no Fla
Vinícius
Pacheco foi revelado pelo Flamengo, clube pelo qual venceu a Copa do Brasil de
2006. Após ser emprestado para Paraná, Belenenses-POR e Ipatinga, ele conseguiu
ter boa sequência no primeiro semestre de 2010 na Gávea.
“Os
momentos mais especiais foram sem dúvida no Campeonato Estadual daquele ano. O
que mais me marcou mais foram os grandes jogos que participei”.
Pela
Taça Guanabara, o Flamengo perdia por 3 a 1 para o Fluminense no Maracanã,
quando o técnico Andrade colocou o meia no segundo tempo. Ele foi decisivo para
a vitória por 5 a 3 do time que ficou conhecido como “Império do
Amor”, que tinha Adriano Imperador e Vágner Love no ataque.
“Eu
dei duas assistências e viramos a partida. Fui muito elogiado pela minha
atuação. Lembro daquele jogo com carinho especial”.
Após a
queda na Libertadores e perda do título do Campeonato Estadual, porém, ele
perdeu espaço e foi emprestado para Figueirense, Grêmio, Estrela Vermelha,
Náutico e América de Natal.
Depois
de rescindir o contrato com Flamengo no final de 2014, ele acertou com
Boavista, quando teve a primeira grave lesão. No fim do mesmo ano, o meia foi
para o Volta Redonda, clube pelo qual jogou a Copa Rio e depois o Estadual de
2016. Após se destacar pelo Voltaço, o jogador foi para o Avaí.

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