Zico explica por que deixou o Flamengo para jogar na Udinese.

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Reprodução de Twitter

SPORTV:
Um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro e ídolo no Flamengo,
Zico deixou o rubro-negro em 1983 (ele retornaria mais tarde) para defender o
Udinese e, embora não tenha conquistado títulos no time italiano, deixou a
marca tão forte no clube que foi homenageado no aniversário de 120 de fundação
do clube. Nesta segunda-feira, antes de retornar ao Brasil, o Galinho lembrou a
transferência para a equipe e ressaltou que o futebol italiano era o destino
nos principais craques, comparado ao que hoje acontece com a Espanha, e não se
arrepende de ter ido para um clube de menor expressão.

– Os
tempos são outros. Naquela época no futebol existia a Lei do Passe, você não
tinha para onde escolher, se o clube não aceitasse ou aceitasse você poderia
dizer sim ou não. Mas naquela época não tinha essa quantidade de estrangeiros
que têm hoje, só podiam dois em cada clube, e vim em um momento em que os
melhores jogadores do mundo inteiro tinham dois em cada time: Platini,
Maradona, Falcão já estava aqui, Júnior, Sócrates, Cerezo, uma quantidade de
jogadores de seus países que se destacavam e que os times da Itália investiam,
era o momento do futebol italiano, como hoje é da Espanha, da Inglaterra – considerou,
em entrevista por telefone ao “Redação SporTV”.
Zico
diz que não imaginava deixar o Flamengo naquela ocasião, mas o clube aproveitou
para negociá-lo considerando que posteriormente o camisa 10 ficaria livre.
Hoje, ao olhar para o passado, ele agradece por ter atuado no clube e retornar
tão querido pela torcida. Embora não tenha conseguido títulos, ele ajudou a
“colocar Udine no mapa”.
– Não
me arrependo de nada, foi o que apareceu naquele momento. Não esperava vir para
cá, pensava que ia continuar no Flamengo, mas se renovasse dois anos depois eu
ia estar com passe livre, então, o Flamengo também viu o momento de receber
alguma coisa com minha saída  –
completou.
Prestes
a retornar ao Brasil após ser homenageado, Zico diz que o único lamento é não
tido a presença de toda a família na cidade italiana.

Foram três dias de muita emoção, de arrepiar, depois de 30 anos ser homenageado
de todas as maneiras pelo povo de Udine, sempre me agradecendo por ter
acreditado na cidade. Foi emocionante – considerou.

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