Acaba logo, Estadual.

17
Foto: Divulgação

FALANDO DE FLAMENGO: Por Henrique Dias

Quando
eu disse no texto da semana passada que aguardava ansiosamente pelo dia 12 de
abril, data em que o Mais Querido volta a atuar pela Libertadores, não foi à
toa. Afinal, a cada ano, a cada turno, a cada rodada e a cada jogo o Estadual
se mostra menos atrativo técnica e financeiramente, tanto para os clubes,
quanto para a torcida. Ou seja, ele só continua sendo bom é para a Federação de
Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), que nada faz para melhorar o
produto, mesmo levando mais dinheiro que os clubes, jogo após jogo.
Ilustrando
o que eu disse acima, tivemos na última quinta-feira (23), às 21h45min, no
Engenhão, um Botafogo e Fluminense para apenas 6.255 pagantes, gerando uma
renda de R$ 105.610, e uma despesa de R$ 475.576,25.
Trocando
em miúdos, cada clube teve que tirar do bolso a bagatela de R$ 184.913,12, o
maior prejuízo do Estadual 2017 até o momento.
Ao
final da quarta rodada, o único confronto válido pela Taça Rio que não teve
saldo negativo para os clubes foi o empate (2 a 2), deste domingo (26), entre
Flamengo e Vasco. Isso porque, as duas equipes receberam uma cota fixa para
disputar o clássico no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, que contou com um
público de pouco mais de 28 mil pessoas.
Nesse
processo de degradação do Cariocão, a falta do Maracanã tem papel fundamental,
na minha opinião. Fosse o Clássico dos Milhões disputado lá, certamente,
teríamos mais que os 28 mil presentes na Capital Federal. Mas, com o preço
cobrado pela concessionária que administra o estádio e com as taxas aplicadas
pela federação local, por incrível que pareça, fica mais barato jogar em
Brasília, ou em qualquer outro lugar.
Infelizmente,
enquanto esse for o cenário: Maracanã administrado por empresas que pensam em
tudo menos no futebol e uma FERJ passiva, cujo principal objetivo é recolher a
sacolinha, fica difícil enxergar uma luz no fim do túnel.

COMENTÁRIOS: