Apenas 27% dos torcedores que vão a jogos do Flamengo são ST.

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Sócio-Torcedores representam apenas 15% das receitas em bilheterias do Flamengo – Foto: Divulgação

ESPN: O
Coritiba é apenas o 14º clube do Brasil em número de sócios-torcedores, segundo
o “Movimento por um Futebol Melhor”. Ainda assim, nenhuma outra
equipe do país levou mais associados ao estádio do que o time alviverde. O
levantamento é do “Itaú BBA”, o banco de investimentos do grupo Itaú.

Na
prévia de seu estudo anual sobre as finanças dos clubes brasileiros, o Itaú BBA
apresenta a participação dos sócios-torcedores na bilheteria de cada equipe,
tanto em presença no estádio, quanto renda. No Coritiba, por exemplo, 80% do
público presente em 2016 veio de sócios-torcedores.
Apenas
outras quatro equipes tiveram mais de 70% de seus públicos provenientes de
programas de sócios. O Corinthians aparece logo atrás do time paranaense, com
79% da presença que registrou no estádio em 2016 vindo dos associados. Em
seguida, vêm Cruzeiro (76%) e Internacional (75%).
Outro
clube do Paraná também se destacou no quesito. Do público do Atlético-PR que
compareceu ao estádio na última temporada, 72% eram sócios-torcedores e apenas
28%, “avulsos”.
Cariocas e San-São na “lanterna”
No
extremo oposto, entre os clubes que menos atraíram associados a seus jogos, o
Botafogo foi o que teve pior desempenho. Embora seja 12º no ranking do
“Movimento por um Futebol Melhor”, acima do Coritiba, apenas 8% de
seu público foi fruto do programa.
Contribuiu
para a presença tão baixa o fato de a equipe alvinegra não ter tido um estádio
fixo para atuar em 2016, com a indisponibilidade do Engenhão – a Arena da Ilha
só foi adotada na reta final do ano.
Problema
semelhante teve o Fluminense, que registrou o segundo pior desempenho no
quesito, depois de não ter tido o Maracanã – e passado a jogar no Giulite
Coutinho também nos últimos meses de 2016. Do público que compareceu aos jogos
da equipe tricolor, 85% eram “avulsos” e 15%, associados.
A
falta de estádio dos cariocas, contudo, não é a única explicação para baixa
presença de sócios-torcedores: entre as quatro taxas mais baixas, também
aparecem os paulistas Santos e São Paulo.
Terceiro
clube brasileiro no ranking de associados, o São Paulo viu apenas 16% de seu
público ser fruto do programa, segundo o Itaú BBA, que aponta “o tamanho
do estádio do Morumbi, que não traz incentivo” como fator que influencia
em presença tão baixa de sócios-torcedores tricolores.
Já no
caso do Santos, o Itaú BBA não vê “explicação aparente” no estudo,
mas o fato é que apenas 21% do público que o vice-campeão brasileiro levou ao
estádio em 2016 era sócio, contra 79% “avulsos”.

A renda que vem dos programas
A
análise do Itaú BBA também compara as receitas que os programas de cada clube
geram na bilheteria dos jogos. Nesse quesito, o Coritiba cai no ranking, tendo
48% do total de seus ganhos vindo de sócios, e 52% provenientes de avulsos.
Já o
Corinthians é o clube que tem maior influência dos associados nas receitas de
bilheteria: 68% do total é de torcedores do programa, e 32% de avulsos. No
Cruzeiro, o dinheiro que vem de associados também é maior que 60% – 61% x 39%.
As duas equipes são as únicas com tal proporção.

Entre
os piores resultados, mais uma vez, aparecem Botafogo e Fluminense, respectivamente,
com 3% e 7% de suas rendas de bilheterias em 2016 vindo de torcedores que
participam do programa de sócios.

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