Após críticas de PVC, Eurico rebate: “Nunca fiz mal ao Vasco.”

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Eurico Miranda – Foto: Marcelo Sadio/vasco.com.br

BLOG
DO PVC
: O presidente do Vasco, Eurico Miranda, procurou este colunista,
indignado com uma frase publicada no post ”O Fla Flu dois dias antes do nada!” O texto dizia que o Fla-Flu acontecerá com duas torcidas, porque
Flamengo e Fluminense rejeitaram a primeira lei de Eurico.

”O
que é a primeira lei de Eurico?”, questionou o presidente do Vasco.
Também
não se conformou com a explicação que vinha a seguir sobre o que este colunista
classificou como lei de Eurico.
”A
história de que Eurico faz bem ao Vasco, mas faz mal ao futebol brasileiro. Ora,
se faz mal ao futebol brasileiro faz mal ao Vasco, parte da estrutura
nacional”, completava o post original.
Esta
frase refere-se a um juízo repetido à exaustão nas década de 1990 e 2000.
”Eurico faz bem ao Vasco e faz mal ao futebol brasileiro.” Muitas vezes,
escutei esta afirmação. Não posso concordar. Uma parte da frase contradiz a
outra. É uma questão semântica. Mesmo sendo uma questão semântica, é possível
entender que o texto pretendia elogiar as atuações de Flamengo e Fluminense,
que brigavam pela ideia, pelo futebol brasileiro.
Não
pelo benefício a seu clube acima de todas as coisas.
Procurado
pelo presidente do Vasco, este colunista julgou justo reproduzir abaixo seu
pensamento:
RESPONDE
EURICO MIRANDA
”Eu
tenho quatro filhos e nove netos. Se uma coisa não pode acontecer, é alguém
dizer a eles que eu fiz mal ao Vasco. Nunca fiz mal ao Vasco. Não adianta
colocarem uma estátua aqui, se disserem que fiz mal ao Vasco. Agora, se tiver
que defender o Vasco acima de tudo, eu vou defender mesmo.”
”Vou
dizer a você o que fiz pelo futebol brasileiro. Sabe quem inventou a Copa do
Brasil? Eu inventei a Copa do Brasil. Não foi ninguém que inventou a Copa do
Brasil, não! Fui eu! Fiquei seis meses na CBF. Inventei a Copa do Brasil,
ajudei a seleção a ganhar a Copa América depois de quarenta anos e classifiquei
a seleção para a Copa. Depois fui embora. Aí fui embora. Porque se você me
perguntar se eu tivesse que ter optado entre o Vasco e a CBF, eu iria sempre
optar pelo Vasco.” (Refere-se à sua atuação como diretor da CBF em 1989)
”Quem
falou antes de qualquer outro, que não jogaria com torcida única, mesmo que
estivesse só a torcida do Vasco, fui eu. Antes de todo mundo, fui eu quem disse
que era contra a torcida única. Que a torcida única, não sei em outros lugares,
mas representaria o fim do futebol do Rio de Janeiro.”
”O
Clube dos Treze terminou de um jeito muito mal. Quando eu saí, acabaram com a
negociação coletiva para haver negociação individual e isto provocou a
espanholização do futebol brasileiro.”

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