Concorrente do Flamengo fica mais próxima de assumir Maracanã.

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Foto: Staff Image / Flamengo

UOL: A
francesa Lagardère ficou mais próxima de assumir a gestão do Maracanã após a
desistência do grupo formado por CSM e GL Events. Uma reunião na última
segunda-feira (20) acertou os termos do acordo com a Odebrecht para a compra da
concessão por R$ 60 milhões. O valor inclui obras, dívidas e a parte da
empresa.

Será
necessário o aval do governo do Estado para a confirmação da operação. Caso
isso aconteça, o Flamengo pode não jogar mais no Maracanã, já que a Lagardère é
desafeto do clube por conta de problemas anteriores. Por diversas vezes,
inclusive, o presidente Eduardo Bandeira de Mello afirmou que não fará negócio
com os franceses.
Se a
posição for mantida e a venda confirmada, o Flamengo terá apenas a Arena da
Ilha do Governador – capacidade para pouco mais de 20 mil torcedores – para
mandar os seus jogos no Rio de Janeiro. A queda nas receitas de bilheteria
seria considerável neste cenário. O clube precisaria buscar alternativas ou até
partir para a construção do estádio próprio.
A
esperança do Rubro-negro ainda está nas diversas dúvidas jurídicas que envolvem
o Maracanã. O processo de concessão segue sob investigação, assim como os
valores das obras realizadas. Flamengo e CSM aguardam uma nova licitação também
pelo fato de o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro ter determinado o
bloqueio dos recursos obtidos com a venda da concessão do Maracanã.
 
Por
outro lado, a Lagardère cogita entrar na Justiça para manter a atual concessão
em vigor. Ela era a líder do grupo que perdeu para a Odebrecht e pretende
alegar que, como segunda colocada, deveria assumir a administração do estádio
diretamente.

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