Ex-companheiros detalham momentos marcantes com Zico.

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Foto: LANCE

LANCE:
A cada dia 3 de março, a torcida do Flamengo celebra uma data que foi crucial
para a história do clube: o nascimento de Zico. O eterno camisa 10 da Nação
completa nesta sexta-feira 64 anos, com um legado de sete Cariocas, quatro
títulos nacionais, uma Copa Libertadores e um Mundial Interclubes.

A
reverência ao Galinho se estendeu a quem esteve em campo com ele na “Era
de Ouro” do Rubro-Negro. Atualmente comentarista da Rede Globo, o
lateral-esquerdo Júnior disse ao LANCE! que, devido às boas memórias das
grandes conquistas, ficou a sensação de que a parceria podia ir além:
– É
uma amizade fraterna, que nunca acaba, e se estendeu às nossas famílias. Dentro
de campo, são muitas conquistas, muitas alegrias, mas confesso uma coisa:
gostaria que eu tivesse estado na conquista do nacional de 1987 ao lado dele,
assim como eu queria muito que ele retomasse a parceria comigo para o título
brasileiro de 1992. Queria fechar os cinco títulos nacionais ao lado dele.
Ponta-esquerda
com três Cariocas e um Brasileirão no currículo, Júlio César Uri Geller revelou
ter um motivo a mais para celebrar no dia 3 de março:
– O
que marca é fazer aniversário no mesmo dia que ele. Eu me sinto muito orgulhoso
disso, sem dúvida. Vim da escolinha do Flamengo, e acabei jogando ao lado dele,
isto foi um grande presente para a minha vida. Foi o maior jogador que eu vi na
história, e fazer parte da trajetória dele é emocionante.
Multicampeão
com o Galinho, Adilio destaca a atitude do Galinho dentro e fora de campo:
– Ah,
muita coisa para lembrar, desde o primeiro dia que eu o conheci, quando ainda
na escolinha do Flamengo e nos tornamos amigo. Foi uma honra jogar naquele meio
de campo histórico, e conhecer esta pessoa fantástica que é o Zico. Além de
dentro de campo termos vários títulos inesquecíveis, ele tem uma conduta fora
de campo que é um grande exemplo.
Autor
do gol do título carioca de 1978, Rondinelli não escondeu sua gratidão a Zico:

Falar do Zico é muito fácil. Além de ser o ídolo maior, o Deus da Nação, é uma
pessoa estritamente do bem, que traz um aprendizado para qualquer pessoa ao
lado dele, pensando sempre no “nós”, no coletivo. Além de ser meu
amigo desde a base, digo que devo uma certa porcentagem da minha carreira a
ele. Naquela altura de um Flamengo e Vasco, me achar entre vários defensores,
foi uma coisa fantástica para mim. Tenho orgulho de contar com a amizade do
Galinho desde a base.

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