Felipe crê que foi mais “estrela” no Flamengo do que no Vasco.

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Meio-campista Felipe defendeu o Flamengo em 2003 e 2004 – Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

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: Lateral rápido e habilidoso, Felipe surgiu nos anos 90 fazendo sucesso
com a camisa do Vasco. Ídolo dos torcedores, passou boa parte da sua carreira
brilhando com a cruz de malta no peito. Pelo Flamengo, atuando como
meia-atacante, vestiu a camisa 10 de Zico, foi capitão e fez o que mais soube
na carreira: ganhar títulos, como foi no Estadual de 2004, em cima do time que
o projetou para o futebol. E a pergunta que não quer calar. Por onde ele
brilhou mais?

Em
entrevista exclusiva ao FOXSports.com.br, o Maestro comentou sobre as duas
fases. A da Colina, quando, ainda menino, encantou a todos como um
lateral-esquerdo promissor e mais tarde no meio-campo, sem esquecer o período
pelo Rubro-Negro, quando foi o principal jogador da equipe e chegou à Seleção
Brasileira em outra posição, muito por conta das atuações que teve durante a
passagem pela Gávea:
“Todo
mundo me faz essa pergunta. Eu fiz grandes jogos no Vasco, mas no Flamengo,
sendo camisa 10, camisa do Zico, capitão, time que eu era a estrela, era
referência. No Vasco, eu era mais um. Tinha Evair, Edmundo, Juninho, Mauro
Galvão. Não sei dizer. Para os flamenguistas, joguei mais lá. Para os vascaínos,
foi pelo Vasco. Prefiro deixar assim”.
Campeão
de tudo pelo Vasco, Felipe se tornou o jogador mais vitorioso em conquistas
importantes pelo time de São Januário. Foram dois brasileiros, em 97 e 2000,
levantou também a Libertadores de 1998, a Mercosul de 2000 e a Copa do Brasil
de 2011. Atuou em verdadeiras máquinas, com diversos craques. No Flamengo,
apesar de ser a estrela da companhia, ele fez questão de explicar a importância
do coletivo no futebol. No entanto, uma comparação com Garrincha, em alusão aos
dribles de quando atuava aberto pela direita, o deixa balançado até hoje:
“O
Vasco tinha um coletivo muito mais forte. Eu joguei muito nas duas equipes. Ser
comparado ao Garrincha me deixou lisonjeado. Até hoje, eu ando na rua e ganho o
carinho das duas torcidas. Tem pessoas que torcem pelo Flamengo e me agradecem
por tudo que fiz lá. É muito legal”, finalizou.

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