Final entre Flamengo e Fluminense terá 830 Agentes de segurança.

11
Bernardo Gentile/UOL

UOL: A
final da Taça Guanabara entre Flamengo e Fluminense terá segurança reforçada.
Serão pelo menos 830 agentes envolvidos no jogo de domingo (5), às 16h (de
Brasília), no Engenhão. O efetivo é considerável após longa discussão sobre a
realização do clássico com duas torcidas.

O
plano de jogo assinado por representantes de Flamengo, Fluminense, Botafogo,
Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) e forças de segurança
prevê 160 policiais do Gepe (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios),
220 homens da PM (incluindo 3º BPM, Cavalaria, Batalhão de Choque e Batalhão de
Ações com Cães) e mais 300 seguranças particulares – totalizando 680 agentes.
O
efetivo ainda contará com 138 guardas municipais e 12 policiais civis. O total
será de 830 homens responsáveis pela manutenção da ordem dentro e nos arredores
do Engenhão. A cautela das autoridades visa evitar a repetição das cenas de
barbárie, como as que resultaram na morte do botafoguense Diego Silva dos
Santos, de 28 anos, assassinado com golpes de espeto de churrasco antes do
último Flamengo e Botafogo, realizado em 12 de fevereiro, no mesmo Engenhão.
Na
ocasião, existia um efetivo policial reduzido por conta do bloqueio de
familiares dos PMs nas portas de batalhões espalhados pelo estado do Rio de
Janeiro. Mesmo assim, houve falha na segurança e torcedores organizados se
confrontaram por diversas vezes nas cercanias do estádio.
Com a
decisão por torcida única cassada na última sexta-feira (3) pelo desembargador
Gilberto Clóvis Farias Matos, da 15ª Câmara Cível, Flamengo e Fluminense têm a
responsabilidade de ajudar na manutenção da tradição do futebol carioca de
contar com torcida mista nos clássicos. Para que isso ocorra, o funcionamento
perfeito da decisão no Engenhão – ou com o mínimo de problemas possíveis – é
fundamental.
Os
presidentes Pedro Abad e Eduardo Bandeira de Mello concederam entrevista
coletiva juntos neste sábado (4), na sede das Laranjeiras, e clamaram pela paz
nos estádios.
“Estamos
contentes com o desfecho. Tivemos atitudes no limite para a torcida ir ao jogo.
Isso não é exclusivo ao Fluminense e ao Flamengo, mas a todos os clubes. É para
manter a tradição de ter as torcidas cantando nos estádios. Isso deve ser
preservado. Espero que seja constante daqui para frente. Foi um trabalho em
conjunto com o Flamengo. Ainda temos que agradecer ao Eurico Miranda
[presidente do Vasco] e ao Rubens Lopes [presidente da Ferj”, afirmou o
tricolor Abad.
“A
tradição da torcida mista faz parte da nossa cultura e deve ser preservada.
Precisamos manter e ampliar a campanha pela paz nos estádios. Nós merecemos a
torcida mista. Quero agradecer a postura do Fluminense, do presidente Abad. Ele
foi firme e teve coerência ímpar. Poderia ter uma decisão após ter vencido o
sorteio do mando, mas esteve ao nosso lado. O Flamengo fez o mesmo com o Vasco,
pois o mando era nosso. O presidente Eurico está conosco”, completou
Bandeira.
Os
mandatários aproveitaram e fizeram um apelo aos torcedores organizados para que
todos cuidem e não danifiquem as dependências do Engenhão.
“Sou
fã do movimento das organizadas lá no começo, porém, ele foi desvirtuado por
alguns elementos. Gostaria muito que eles entrassem na campanha pela paz. Não
vamos aceitar a violência. Vamos cuidar do estádio, ele é público, está sob
concessão do Botafogo”, disse o presidente do Flamengo.
“Espero
que as organizadas deem exemplo de conduta. É necessário se portar em um
estádio que não é de Flamengo e Fluminense. Sem quebrar banheiro, sem quebrar
nada. Eles precisam disso também para melhorar a imagem e mudar o tratamento recebido”,
finalizou o comandante do Fluminense.

COMENTÁRIOS: