Flamengo 1 x 1 Vasco: uma vitória da bagunça.

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Foto: Divulgação

ESPN
FC
: Por João Luis Jr


começa com o fato de ser um clássico da Taça Rio realizado em Brasília, nos
lembrando não apenas que o Flamengo virou a Carmen Sandiego do futebol
nacional, como também que a situação com o Maracanã está tão caótica, entre
antiga licitação, nova licitação, venda de concessão, não venda de concessão,
que, se no mês que vem revelarem que o estádio está sendo administrado pelo espírito
do Mané Garrincha, nós vamos apenas dizer “bem, ok, né? Espero que ele dê
conta”.
Depois
vem a diferença na balanca. Enquanto para o Vasco essa era uma partida
importante na classificação, já para o Flamengo, líder na pontuação geral do
Carioca e já com vantagem nas semifinais, poderia ser mais interessante não
vencer, para evitar o desgaste de uma fase final da Taça Rio em que ele teria
pouco a ganhar e algo a perder. Nada melhor para a competitiidade de um
campeonato do que “vencer não ser lá tão bom pra você”.
Aí vem
a arbitragem, claro. Sou daqueles que sempre acham que, quando o torcedor fala
que o juiz é ladrão, é mal intencionado, agiu de propósito, ele está dando
muito crédito para o árbitro, porque está supondo que ele só erra quando quer,
só inverte marcações quando tem um plano, só prejudica um time quando tem essa
intenção. E Luis Antônio Silva dos Santos, o “Índio”, é um exemplo de juiz que
erra de maneira extremamente democrática, falhando contra os dois lados, o tipo
de cidadão que, se entrou em campo pensando em prejudicar alguém esse alguém,
com certeza era o “espetáculo”.
Ao
simular levar uma cabeçada de Luis Fabiano sem que existisse contato físico e
ao, junto com seu bandeirinha, dar pênalti numa bola que bateu na barriga de
Renê, Luis Antônio não quis prejudicar nenhum time, mas sim realizou seu
trabalho, como quase sempre, com a baixa qualidade e a alta vontade de aparecer
que lhe é peculiar. Eu sei que é sedutor dizer que o juiz é ladrão, bandido,
comprado, mas, assim como o caixa do mercado que coloca a melancia em cima do
saco de batatinha frita, o juiz brasileiro não é mal-intencionado, ele apenas
tem uma mistura pesada de incompetência e vontade de chamar mais atenção do que
a própria partida.
Sobre
o futebol, praticamente um detalhe numa partida que ainda teve tempo para uma
queda de energia elétrica, não existe muita coisa a se elogiar no Flamengo.
Mais uma vez o time mostrou que, sem Diego, acaba praticando um futebol muito
mais ofensivo ao torcedor do que à defesa adversária, com Mancuello atuando mal
e Damião se movendo como se tivesse chegado ontem de outro planeta e ainda não
tivesse se adaptado à atmosfera terrestre. A virada só começou após a expulsão
de Luis Fabiano, sem a qual acredito que talvez o Flamengo tivesse dormido até
o fim da partida.
No
meio disso tudo Zé Ricardo ainda achou tempo para dar mais uma chance a Cirino,
que aproveitou daquela maneira que apenas Cirino sabe: fez duas faltas, ambas
gerando chances de gol para o Vasco, e ainda tomou um chapéu. Bom ver que esse
tempo fora não mudou o futebol do nosso garoto.

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