Flamengo detona Maracanã nas mãos da Lagardère: “Um pesadelo!”

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Foto: Reprodução

SPORTV:
A compra da concessão do Maracanã pela empresa francesa Lagardère confirmou o
que a diretoria do Flamengo temia: com a presença do grupo à frente do estádio,
fica impossibilitada a presença do Rubro-Negro no gramado mais tradicional do
futebol carioca. Quem garante é o presidente do clube, Eduardo Bandeira de
Mello, que reiterou nesta sexta-feira o seu desejo de ver uma nova licitação
para comandar a arena, com a participação das agremiações. 

– O
que esperamos é que haja bom senso por parte das autoridades estaduais e essa
concessão seja descontinuada, e que haja uma nova licitação com participação
dos clubes, para que a gente possa transformar o Maracanã em um negócio
altamente rentável e atrativo do ponto de vista esportivo e financeiro. Para
que essa ameaça de se entregar o maior templo do futebol nas mãos de
atravessadores, a aventureiros, não passa de um pesadelo. 
Bandeira
garante que o Fla não joga no Maracanã com o atual modelo de concessão na mão
dos franceses. O clube conta com o remodelado estádio Luso-Brasileiro, na Ilha
do Governador, com capacidade de 20 mil torcedores, para sediar seus jogos. A
equipe ainda pode jogar em Brasília, no Mané Garrincha, onde a presença de
torcedores rubro-negros é grande.
– Não
existe a menor possibilidade do Flamengo jogar no Maracanã, nem fazer qualquer
tipo de acordo com essa empresa e seus parceiros. Isso não é novidade porque o
Flamengo já havia manifestado essa posição há muito tempo, e inclusive à
própria empresa. Mandamos correspondência para a empresa no Brasil, na França,
dizendo que, por conta de todas as atitudes aqui de seus representantes, seus
parceiros, não haveria menor possibilidade de parceria com o Flamengo. 
A
Lagardère espera anunciar em breve a compra da concessão do Maracanã. Parceiras
do Flamengo, a GL Events e a CSM anunciaram oficialmente que encerraram as
negociações com a Odebrecht, atual concessionária, por não contarem com
garantias jurídicas e contratuais. O grupo, no entanto, se diz disposto a
participar de um novo processo licitatório, caso aconteça.

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