Flamengo e os três Estádios.

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Foto: Divulgação

FALANDO DE FLAMENGO: Por Thiago Nascimento

Multidão.
É essa a palavra com qual podemos resumir a gigantesca torcida do Flamengo.
Tal
torcida que sempre foi presente nos diversos estádios espalhados pelo país. Dia
e noite, à Magnética sempre deu o seu show particular. Não à toa, o famoso
canto “ôôÔÔÔ  ôôÔÔÔ Ô-Ô ÔÔ que torcida é
essa??!!!” sempre foi entoado pela multidão Flamenga, com o intuito de demonstrar
a sua alegria por envergar o Manto Rubro-Negro em qualquer estádio desse país.
De
posse dessa informação, peço licença aos Rubro Negros(as) de todo o Brasil,
para dizer que a maioria das jogos com festas inesquecíveis e com levantamento
de taças, aconteceram em sua maioria no Maracanã. Fato esse em que nada diminui
a maior parte da Nação Rubro Negra que não reside no Rio de Janeiro. Aliás,
manter a presença viva do Flamengo fora do Estado do Rio de Janeiro é mérito
total de vocês. E por isso, merecem aplausos de pé.
Dito
isto, voltemos aos jogos decisivos/inesquecíveis do Flamengo no histórico
Maracanã… jogos esses que costumavam ter todos os seus ingressos vendidos. A
famosa “casa cheia”.
Porém,
se observarmos a média histórica de público em anos anteriores (inclusive na
década de 80), chegaremos a conclusão que nunca tivemos o costume de lotarmos o
estádio de maneira regular… Levando se em conta é claro, a capacidade máxima do
Maracanã. Mesmo o Flamengo tendo a sua disposição, o maior estádio do mundo
(até a alguns anos atrás). Curioso, não?
E
mesmo a torcida cantando que “o Maraca é nosso”, sempre tivemos um outro palco
no quintal da nossa casa. Popularmente conhecido como estádio da Gávea. E que
mesmo não tendo finais com públicos de Maracanã, também possuímos diversos
triunfos naquele campo. Entre eles, o estupendo tricampeonato de 44 com o gol
do Valido.
E por
incrível que pareça, mesmo o Flamengo tendo conquistado diversos títulos no
Brasil e no mundo, não podemos atualmente jogar no Rio de Janeiro de forma
regular e quando quisermos. E sabe por quê? Incrivelmente, não temos um estádio
para administrar… Sabe aquela história de ter dois estádios? Pois é, isso não
nos pertence.
E essa
situação esdrúxula vem sendo contada de geração em geração… De diretoria para
diretoria. Até chegarmos nos dias atuais, ou seja: em 2017.
Se
temos a ambição de sermos o maior potência esportiva do Brasil, da América do
Sul e do Mundo, precisamos ter o nosso porto seguro. Precisamos ter o nosso
estádio. Seja ele próprio (de preferência) ou alugado. E diga-se de passagem,
que em uma construção de estádio ou em um aluguel, os parceiros do Mengão devem
estar alinhados aos mesmos princípios e valores que o clube adota.
Construir
ou administrar um estádio não é simples. É preciso ter honestidade,
racionalidade, estratégia e planejamento.
Atualmente,
estamos sem o bom e velho Maraca. O estádio que é um símbolo para nós. E
humildemente, digo que chegou a hora: Ou desistimos de mandar os jogos lá (e
sem jogos pontuais) ou apresentemos uma solução viável e racional para aquilo
lá. E de preferência, expondo o seu possível plano de gestão, de forma
detalhada e transparente: para a opinião pública e ao seu stakeholder
principal: A Nação Rubro Negra.
Penso
que assim, podemos ser vanguarda outra vez no cenário nacional.
Além
disso, não podemos esquecer dos nossos outros 2 estádios: Arena da Ilha e o
estádio da Gávea.
Com
relação a Arena da Ilha, penso ser uma medida paliativa e interessante. Porém,
é necessário pontuar que o estádio não se localiza em uma zona da cidade com
transporte público de massa como o trem e o metrô, por exemplo. O que
dificultaria a chegada e a saída do público. Especialmente nos jogos à noite.
Além
dos itens já citados, é importante ressaltar que a estadia por lá, é
temporária. E nada impede de pensarmos que daqui a alguns anos, tenhamos
situações complicadas em uma possível renovação de contrato de aluguel. Afinal
de contas, é provável que o custo do aluguel aumente.
E
também é possível, que exista a dificuldade em conseguirmos parceiros para
expor suas marcas durante todos os jogos… pois não é difícil imaginarmos que
diversos jogos contra adversários tradicionais não ocorram lá, por conta de
possíveis atos de violência que acontecem no futebol brasileiro(infelizmente).
E em
função de uma não regularidade de jogos, é possível que tenhamos poucas
receitas. Sejam elas, oriundas de bilheterias de jogos importantes ou por conta
da dificuldade de encontrar parceiros de longos anos, já que o estádio não é
nosso. E sendo assim, o futuro é incerto.
Além
disso, não podemos nos acomodar com a Arena da Ilha, assim como foi feito
durante décadas com a utilização do Maracanã.
E por
último temos o estádio de número três, que é nada menos que o charmoso estádio
da Gávea. E que é cercado por uma peculiaridade: Se a história do nosso futebol
brasileiro nos mostra que estádios de porte estratosféricos estão se tornando
“elefantes brancos” (por motivos diversos), por quê não investir na ampliação
da Gávea que é nossa propriedade, ao invés de investirmos a longo prazo na
Arena da Ilha? Se o Flamengo atual é totalmente profissional, o que falta para
elaborar um projeto concreto e eficaz para essa ampliação? Fica aqui a minha
pergunta.
Em
resumo: precisamos ter o nosso estádio e que o mesmo possa ser gerido por nós.
Se for
um estádio no qual o Flamengo seja o dono, ótimo. Senão for assim, que seja um
estádio alugado por um longo período. E que seja possível realizar jogos contra
adversários tradicionais com maximização de receitas, acordos de marketing por
um longo prazo, e que também seja acessível por transporte de massa para a
chegada e saída do público, como o metrô ou trem.
E
melhor do que ter três estádios fechados, é ter um só e funcionando a pleno
vapor. Afinal de contas, a nação Rubro Negra merece. E esse merecimento já
passou da hora.
Saudações
Rubro Negras.

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