Flamengo fará estreia do Brasileiro no Maracanã em troca de renda.

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Faixa da Urubuzada na torcida do Flamengo – Foto: Cris Dissat / Fim de Jogo

GLOBO
ESPORTE
: A relação entre Flamengo e a Prefeitura do Rio não reacendeu
“apenas” o sonho de o clube construir seu próprio estádio na Gávea. O
próximo passo é realizar grande ação social em parceria entre governo municipal
e a Nação rubro-negra. O prefeito Marcelo Crivella negociou com a Odebrecht
isenção de aluguel para o Flamengo estrear no Maracanã contra o Atlético-MG,
dia 13 de maio, às 18h30, pelo Campeonato Brasileiro. A renda seria revertida
para a reabertura de um dos restaurantes populares na cidade do Rio de Janeiro.

Para o
jogo com o Galo, a Prefeitura também entrará com serviços de limpeza,
conservação, campo, evitando gastos operacionais por parte do Flamengo.  
E como
se deu a aproximação entre Flamengo e Prefeitura? Crivella tinha em mente que a
estreia do time no Brasileirão tinha que ser no Maracanã para que pudesse
colocar em prática uma de suas ideias: arrecadar alimentos para que a
prefeitura reabra um dos restaurantes populares. Mas faltavam amarrar muitas
pontas para que saísse do papel.
Aconteceu,
então, uma primeira conversa entre o prefeito e três vice-presidentes do
Rubro-Negro. Foi quando Crivella recorreu à Subsecretária de Esportes da
prefeitura e ex-presidente do Flamengo, Patricia Amorim, que passou a ser
responsável por tocar as reuniões e auxiliar o prefeito nas tratativas. A
primeira aconteceu na segunda-feira, com a presença do presidente Eduardo
Bandeira de Mello e do diretor-geral Fred Luz.
O que
ficou acertado: a prefeitura fez uma estimativa de quanto seria necessário em
alimentos para reabrir um restaurante popular e mantê-lo por um ano. Num
cálculo de público estimado em 20 mil pessoas, seria necessário que cada
rubro-negro levasse 5 kg. A dificuldade de recolher e armazenar os mantimentos
numa circunstância dessa derrubou a ideia de alguns dirigentes que chegaram a
sugerir que nem fossem cobrados ingressos.
As
entradas serão vendidas normalmente, e R$ 2 milhões da renda seriam cedidos à
prefeitura para a compra de alimentos. Esse valor pode subir mais caso o
público – e consequentemente a renda – seja maior. O clube também tem a opção
de repassar os R$ 2 milhões em alimentos mesmo.
Além
de a Prefeitura ter agido para que o Flamengo não pague o aluguel do Maracanã
(para o Flamengo x Vasco pelo Carioca, por exemplo, a concessionária cobrou R$
500 mil) na estreia do Brasileirão, também entrou com a cartada de olhar com
mais carinho e ajudar no sonho de construir um estádio na Gávea.
Próximo passo
As
ideias e o planejamento da ação social estão agora com o marketing do Flamengo.
Na próxima segunda-feira, um novo encontro contará com Crivella, com a
subsecretária de esportes da prefeitura Patricia Amorim e dirigentes do
Flamengo para colocar no papel e debater possíveis pendências e projetar ações
de ambas as partes.
Ao
mesmo tempo, três dirigentes do Flamengo têm rodado alguns países conhecendo
projetos de estádio. O clube estuda outras soluções, como um estádio de médio
porte em Niterói. Enquanto isso, seguem as obras no Estádio Luso-Brasileiro,
onde o Flamengo planeja jogar a partir de maio.          

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