Flamengo se sente “traído” pela Lagardère. Entenda o imbróglio!

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Foto: Divulgação

RODRIGO
MATTOS
: Com a saída da empresa da parceira do Flamengo, a Lagardère
aproximou-se de fechar um acordo para comprar da Odebrecht a concessão do
Maracanã. O clube e a empresa têm uma relação rompida desde o ano passado o que
afasta o time do estádio. O principal motivo foi um episódio em que a diretoria
se sentiu traída pela empresa francesa.

Para
entender todo o contexto, é preciso contar a história do início. Desde a
concessão feita à Odebrecht, a Laragadère estava interessada no Maracanã, tendo
participado da concerrência do lado da BWA. A empresa francesa voltou a carga
quando a empreiteira manifestou intenção de sair no final de 2015.
A
partir daí, a Lagardère iniciou em paralelo conversas com o governo do Estado
e, a partir do meio de 2016, também com o Flamengo. A ideia da empresa era
comprar a concessão e fechar uma parceria com o clube que poderia ter
participação na gestão.
Houve
questionamentos a presença da BWA como parceira já que a empresa tem um
histórico de problemas em bilheterias, inclusive com acusações de fraudes. A
Lagardère retirou a BWA do negócio e passou a se apresentar sozinha, o que
facilitava o negócio com o Flamengo.
Até
que em um episódio em setembro de 2016 azedou a relação entre as partes. O
governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, convidou a executivos da Lagardère no
Brasil para uma reunião para discutir a concessão, e foram ao encontro.
Os
dirigentes do Flamengo não foram avisados e se consideraram traídos, entendendo
que a empresa francesa tinha negociado nas suas costas. Houve uma cobrança de
explicações por parte dos rubro-negros. A versão da empresa francesa é de que,
ao ser convocado pelo governador, tinha que se apresentar para ouvi-lo. Os
rubro-negros ficaram irritados e interromperam ali qualquer negociação.
Desde então,
o Flamengo se aproximou da GL Events e da CSM que depois desistiram do
Maracanã. Enquanto, a Laragadère, sem possibilidade de falar com os
rubro-negros, iniciou negociações com Fluminense, Vasco e Botafogo. Há quem
defenda que a associação da BWA tem peso na contrariedade do time da Gávea, mas
a empresa, de fato, não está na sociedade francesa candidata ao estádio.
Há a
intenção da Lagardére de, se for confirmada como nova concessionária do
Maracanã, fazer uma proposta para o Flamengo para jogar lá. Acena com
possibilidade de ser ouvido na gestão, e de reduzir o valor do aluguel. A
diretoria rubro-negra, no entanto, descarta sequer ouvir a proposta: diz que os
franceses não terão permissão nem de entrar no clube.

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