Flamengo trabalha com três opções para construção de Estádio.

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Projeto de Estádio do Flamengo na Sede da Gávea – Foto: Bruno de Laurentis

RODRIGO
MATTOS
: Com a aproximação do acordo entre Odebrecht e Lagardère pelo Maracanã,
a diretoria do Flamengo retomou na semana passada os projetos para estádio
próprio que estavam adormecidos no clube. A questão é que esses projetos ainda
são embrionários, enfrentam travas de regulação e de dinheiro e levariam no
mínimo três e meio ou quatro anos para serem concluídos.

Por
isso, em paralelo, dirigentes do clube vão continuar a pressionar pela anulação
da concessão do Maracanã, o que travaria a venda para a Lagardère. Além disso,
há uma aposta que a longo a empresa não sustentaria financeiramente a
administração do estádio sem o Flamengo.
Enquanto
isso, há várias ideias na mesa que voltaram a ser discutidas no clube. Há desde
o projeto expandido de um estádio na Gávea até terrenos em Niterói e para além
da Barra da Tijuca. Houve uma série de oferta feitas aos dirigentes
rubro-negros de terrenos, boa parte deles inviáveis.
O
projeto que ganha força é da construção do estádio na Gávea. Inicialmente, a
diretoria do clube pensava em uma arena butique (20 mil lugares) por ali e já
tinha levado isso aos órgãos municipais. Mas desistiu da ideia e agora cogita
um estádio maior no local.
Para
isso, o clube aposta na boa vontade manifesta pelo prefeito do Rio, Marcelo
Crivella, que prometeu aprovar o projeto levar adiante o projeto se chegar a
sua mesa. Não existe no momento um projeto pronto para 40 mil. E o apoio do
prefeito não é garantia: há vários órgãos inclusive federais e estaduais
envolvidos, e a associação de moradores do Leblon, maior resistência à ideia.
Há a
ainda o espaço reduzido disponível na Gávea para fazer um estádio de 40 mil
lugares, o que geraria transtornos de obra pela região e pela ocupação do
clube, além dos impactos posteriores de trânsito. Um exemplo similar é do
Palmeiras, que também foi erguido em uma zona urbana densamente populosa. E ali
já havia o Parque Antarctica.
Os
projetos em Guaratiba e Niterói são mais embrionários visto que ainda teria de
se viabilizar o terreno, verificar acessos, transporte. E, no caso de todas as
ideias, o Flamengo tem que arrumar financiamento ou uma parceria com alguma
construtora, em um cenário recessivo no país.
Dirigentes
do clube avaliam que poderiam concluir um projeto desses em três anos. Só que três
anos é o tempo só para construção de um estádio sem apressar, nem demorar. Como
o clube ainda teria de passar por todos os processos de aprovação e de
financiamento, o prazo mínimo mais otimista seria três anos e meio ou quatro
anos.
Sem
acordo para jogar no Engenhão, e desafeto da Largadère, o Flamengo ficaria no
mínimo quatro anos sem um estádio acima de 20 mil lugares no Rio de Janeiro.
Neste período, usariam a Arena da Ilha com quem tem contrato de três anos. É
para lidar com esse cenário que os dirigentes do clube se articulam em várias
frentes.

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