Flamengo x Fluminense volta a despertar rivalidade histórica.

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Foto: Divulgação

LANCE:
A rivalidade entre Flamengo e Fluminense voltará a escrever um capítulo de decisão
neste domingo. O bem montado Rubro-Negro de Zé Ricardo vê seu 100% de
aproveitamento desafiado por um Tricolor das Laranjeiras em ascensão sob o
comando de Abel Braga.

Enquanto
as duas torcidas aguardam as futuras emoções do Fla-Flu, o LANCE! recorda
alguns momentos que fizeram multidões despertarem ainda mais para este clássico
eletrizante.
CARIOCA DE 1941 – AS ÁGUAS ROLAM NO
‘FLA-FLU DA LAGOA’
O
sofrimento e a catimba ditaram a luta pelo título em 1941. Jogando pelo empate
no clássico da Gávea, o Fluminense abriu uma vantagem de dois gols mas, viu o
Flamengo arrancar o empate. À medida  que
o relógio corria, os tricolores utilizaram uma estratégia inusitada: parar os
ataques adversários com direito a rechaçar bolas para a Lagoa Rodrigo de
Freitas. O Fla passou a improvisar até remadores do clube como gandulas, mas
não evitaram o empate em 2 a 2 que deu ao Fluminense a conquista.
CARIOCA DE 1963 – UM MAR DE FESTA
RUBRO-NEGRA
O
maior público da história do Maracanã testemunhou a volta olímpica do Flamengo
no Carioca de 1963. Jogando pelo empate para acabar com o árduo jejum de sete
anos, o Rubro-Negro de Nelsinho, Carlinhos e Oswaldo viu o goelrio Marcial ser
alçado a herói, segurando o poder ofensivo do Fluminense de Escurinho e Altair.
Diante de 177.656 pagantes (194.603 presentes), o Fla garantiu o empate em 0 a
0 no Fla-Flu e sagrou-se campeão.
CARIOCA DE 1969 – TRICOLORES, ABAIXO A
HUMILDADE!
Aos
olhos do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues, em 1969, “no maior
Fla-Flu de todos os tempos, o Tricolor conquistou a sua mais bela
vitória”. De início, o Fluminense marcou com Wilton e, logo após Liminha
igualar, Cláudio garantiu ao clube das Laranjeiras a ida para o intervalo com
vantagem. Dionísio fez o Flamengo, mesmo com um a menos voltar a reagir e lutar
mesmo com uma menos (Dominguez foi expulso). Mas, no fim, a equipe de Telê
Santana viu Flávio decretar o 3 a 2, que deu a Nelson Rodrigues a certeza
tricolor: “A humildade acaba aqui!”.
CARIOCA DE 1972 – GRINGO FAZ A FESTA
A
final de 1972 trouxe a consagração de um argentino em vermelho e preto.
“Fazedor de gols” do Rubro-Negro, Doval abriu o placar daquele que
seria o primeiro título carioca de sua história no Flamengo. “El
Loco” ainda viu Caio Cambalhota ampliar o placar. jair diminuiu no segundo
tempo, mas o Fluminense  de Gerson e Didi
não conseguiu reagir a tempo de impedir o sonho do título.
CARIOCA DE 1973 – FLU CAMPEÃO ATÉ DEBAIXO
D’ÁGUA
Coube
a um Fla-Flu definir quem seria o campeão carioca de 1973 mas, desta vez, o
troco foi tricolor em uma partida eletrizante. Em uma noite de chuva torrencial
durante o jogo do Maracanã, o Fluminense abriu dois gols de vantagem no
primeiro tempo. Porém, o oportunismo de Dadá Maravilha apareceu duas vezes e
fez o Flamengo reagir. Mesmo em meio ao baque, o Tricolor encontrou forças e,
com gols de Manfrini e Dionisio, sacramentou um 4 a 2 com volta olímpica.
CARIOCA DE 1983 – ‘RECORDAR É VIVER…’
Após
estrear no triangular final com um empate sem gols diante do Bangu, o
Fluminense chegou ao Fla-Flu precisando de uma vitória para seguir com vida na
busca pelo título carioca. Os tricolores viveram tensão para soltar o grito aos
45 minutos da etapa final.
Delei
lançou o recém-contratado Assis, que passou como quis e chegou à grande área
para balançar a rede, decretando 1 a 0. O Fluminense conhecia um ídolo, e o
Flamengo conhecia um carrasco histórico, eternizado por: “Recordar é
viver, Assis acabou com você”.
CARIOCA DE 1984 – ‘SE TIVER QUE SER ASSIS,
SERÁ…’
O
Fla-Flu voltou a definir o campeão carioca no ano seguinte, e manteve a festa
tricolor, com direito à repetição de “carrasco rubro-negro”. Em
partida acirradíssima, especialmente nos ânimos Fillol declarar que não levaria
o gol sofrido por Raul na final anterior, o clássico seguiu lá e cá, com nomes
como Andrade, Tita, Romerito e Washington.
Porém,
após cruzamento de Aldo, quem surgiu entre os zagueiros rubro-negros novamente
foi Assis. Em meio à comemoração tricolor no Maracanã, o atacante ainda soltou:
“Falar é fácil, mas na hora de ir lá defender ele não conseguiu”.
CARIOCA DE 1991 – MESTRE JÚNIOR REGE O
TÍTULO
A
volta de Júnior ao Flamengo após um longo período no exterior foi celebrada com
título no Fla-Flu. Após empate em 1 a 1 no jogo de ida, a equipe regida pelo
“Mestre Júnior” viu um Ézio em grande fase abrir o placar para os
tricolores. Sem se intimidar, o Rubro-Negro teve uma reação impiedosa no
segundo tempo com sua safra de jogadores jovens. Após Uidemar igualar,
“mais um golaço de Gaúcho” deu a virada, e Zinho marcou o terceiro.
Ézio esboçou uma reação tricolor, mas viu Júnior garantir o triunfo por 4 a 2.
CARIOCA DE 1995 – TÍTULO ‘POUSA DE
BARRIGA’ NAS LARANJEIRAS
Um dos
jogos com mais contornos dramáticos no Fla-Flu foi a mais recente decisão de
título carioca entre os clubes. Mesmo diante de um Flamengo que comemorava seus
100 anos de fundação e contava com badalados como Romário, Sávio e Branco, o
“time de operários” do Tricolor saiu na frente no Maracanã lotado,
com gols de Renato e Leonardo.
Mas o
Fla-Flu tem das suas e, no segundo tempo, o Rubro-Negro reagiu, igualando em
seis minutos com Romário e Fabinho e, devido à vantagem do empate, ficando
perto do título. Mesmo com as expulsões de Sorlei, Lira e Lima (enquanto
Marquinhos foi expulso do lado do Fla) e gritos de “é campeão” do
outro lado, o Flu foi à frente e, após Ailton iludir a zaga e encher o pé,
Renato Gaúcho surgiu na área para, de barriga, garantir aos 42 minutos o título
do Fluminense.
TAÇA GUANABARA DE 2004 – BAILE VERMELHO E
PRETO
A mais
recente decisão vencida pelo Flamengo aconteceu na Taça Guanabara de 2004, e
rendeu boas doses de emoção em um sábado de Carnaval. Aproveitando um
cruzamento de Zinho, Fabiano Eller abriu o placar para o Flamengo. O Fluminense
reagiu na etapa final, igualou com Antônio Carlos, mas viu Jean deixar o Fla em
vantagem rapidamente. O Tricolor não se intimidou, foi à frente e contou com um
gol contra de Henrique para empatar. Mas, pouco depois, Ibson fez boa jogada e
serviu Roger, que decretou a vitória por 3 a 2 e fez a torcida rubro-negra
pular com a vaga na final do Carioca.
TAÇA RIO DE 2005 – PASSEIO TRICOLOR EM
REVERÊNCIA AO PAPA
O
baile foi tricolor na última decisão envolvendo Flamengo e Fluminense, pela
Taça Rio de 2005. Com direito a grande atuação do lateral-esquerdo Juan, o Flu
abriu o placar logo aos seis minutos com Tuta cobrando pênalti e, em seguida,
viu o centroavante servir Leandro, que ampliou. No segundo tempo, Alex (aproveitando
lançamento de Juan) e Preto Casagrande transformaram a vantagem em goleada. Nem
mesmo o gol rubro-negro de Zinho, que decretou o 4 a 1, foi suficiente para
abafar os gritos de “A benção, João de Deus”, ecoados de uma forma
simbólica: o triunfo aconteceu um dia após a morte do Papa João Paulo II,
homenageado na canção entoada no Maracanã.

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