Futebol vence aos 40 do segundo tempo.

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Foto: Divulgação

BOTECO
DO FLA
: Aeeeeee… Após muita palhaçada, disse me disse, holofotes e câmeras de
TV por todos os lados, dando direito ao povo de terno e gravata do tribunal de
poder curtir sua parcela de fama por alguns dias e, muito talvez, ter o nome
lembrado em futuras eleições municipais ou estaduais, os dirigentes de Flamengo
e Fluminense (deixando de lado a grafia fluminenCe no dia de hoje) conseguiram
dar um jeito de Nélson Rodrigues não se revirar no túmulo, com a ameaça de um
Fla-Flu com torcida única ou sem nenhum público presente.

O tal
Jogo de Torcida Única é uma coisa tão bizarra para o Planeta Bola que até
Rubinho e Eurico se posicionaram do lado correto dessa vez. Como oponente à
medida, ficou só o solitário presidente do Botafogo (como é o nome mesmo?), o
nosso Dom Quixote de General Severiano, que trava batalhas homéricas e
delirantes brigando sozinho, julgando ser o Gigantismo do Flamengo o
responsável pela diminuta relevância da instituição que preside.
Sei lá
onde vai parar a Taça Guanabara após o apito final, mas o Futebol já entra em
campo vencedor. Apesar da verdade mor proferida por Guerrero sobre o jogo
contra o Vasco ser realidade, servir também para esse confronto, e o Flamengo
entrar como favorito em qualquer jogo contra os nossos três eternos Candidatos
a Maior Rival de Todos os Tempos, reza a lenda popular que “O Futebol é uma
caixinha de surpresas”, e volta e meia a gente dá uma tropeçada aqui e acolá
que é pra não perder a graça.
Se a
luta pelo posto de Nosso Maior Rival fosse restrita só a essa edição do
Carioqueta, o Ferjão #201SETE, dava Fluminense fácil. O Botafogo não deu nem
pro cheiro na competição e não avançou nem para as semifinais, enquanto curtia
de forma merecida o título de Campeão Mundial das Fases Preliminares da
Libertadores. O Vasco foi passando aos trancos e barrancos com perrengues
históricos contra a nanicada, em uma espécie de revival de suas melhores
participações nas séries subalternas do futebol brasileiro. Já o Tricolor das
Laranjeiras desfilou fácil na passarela da fase de classificação, apesar de por
pouco não cair do salto na Los Larios Fashion Week, onde terminou o jogo da
semifinal contra o Madureira tendo que agradecer a tudo quanto é santo pelo
zero a zero que o garantiu na Final da competição.
Em
campo, e em se tratando só do ocorrido nessa semana, temos a vantagem de ter
rolado um bom descanso após a fácil vitória contra a equipe de São Januário no
sábado de Carnaval. Foi só uma mistura de sambar uns dias e treinar em tantos
outros. Já nossos adversários passaram por perrengues dignos da Fla Mochila em
sua ida até Mato Grosso, onde eliminou o Sinop na Copa do Brasil. A volta foi
um pesadelo só. Deve ter sido mais desgastante do que se tivesse liberado todo
mundo para a folia na sexta e mandado retornar só na quinta pela manhã.
Porém… Porém… Só para que conste nos autos. Essa partida estava marcada
para antes da Folia Momesca, e foi remarcada por pedido do Fluminense, já que a
logística da viagem estava complicada na data original. Só para que o jogo no
meio de semana não seja usado como argumento de mimimi após eventual derrota.
Sobre
a tal da vantagem tricolor em finais… Bem… Cata o histórico de quantas
vezes o Fluminense conseguiu chegar em Final contra o Flamengo nos últimos
tempos. Realmente fica muito difícil ganhar partidas que não existem. Vasco e
Botafogo estão cansados de perder pra gente em decisões de turno e de
campeonato no Carioqueta. Já estava na hora mesmo de rolar um revezamento do
outro lado da moeda.
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