Gilmar Ferreira questiona postura de Rubens Lopes.

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Rubens Lopes, Presidente da FERJ, ao lado de Romário no Senado – Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

GILMAR
FERREIRA
: A liminar que determina torcida única nos estádios de futebol da
cidade do Rio de Janeiro não vai apaziguar a relação entre os vândalos.

Mas,
apesar de já ter tirado o brilho de um evento há anos mal lustrado, a medida
não é de todo ruim.
Porque
quanto mais o Ministério Público se aproximar da Federação, maior passa a ser a
esperança de intervenção nessa entidade que promove (sic) o Estadual.
E para
quem não lembra, foi o MP que fez ruir a maléfica “era” Eduardo Caixa
D’água Vianna, antecessor de Rubens Lopes, atual presidente.
ENTENDO
e aceito todos os argumentos daqueles que bombardeiam a intromissão do poder
público, mas peço desculpas.
Não dá
mais para jogar a culpa só no estado.
Ou já
esquecemos da promíscua relação entre clubes e facções chamadas de organizadas?
E o
que fez ou faz a promotora do evento, aqui e acolá, para colaborar com a
identificação dos bandos ou até com a adoção de campanhas antiterrorista?
É rasa
demais a alegação de que os distúrbios ocorrem fora dos estádios e que por isso
se trata de segurança pública.
É
EVIDENTE, como escrevi acima, que a medida não vai resolver o problema.
Mas já
serviu ao menos para colocar os cartolas para pensar.
Pois é
importante lembrar da cota parte de cada um deles neste processo.
É
preciso cobrar um pouco mais de entidades que faturam pesado com a
“organização” e “promoção” de eventos sem um plano de ação
que coíba distúrbios.
Ou
será que já não bastam os regulamentos indecentes e os jogos em estádios
desconfortáveis e com gramados deploráveis?
ENFIM,
fico pensando o que faria o presidente da Ferj, Rubens Lopes, se o presidente
do Vasco Eurico Miranda cumprisse a ameaça de não levar seu time a campo, caso
fosse obrigado a enfrentar o Flamengo com torcida única na semana do carnaval.
E no
que o mesmo cartola faria se o presidente do Flamengo Eduardo Bandeira se manifestasse
da mesma forma, com relação ao Fla-Flu de domingo.
Será
que ele seria capaz de arrumar uma solução alternativa, levando a decisão da
Taça Guanabara para outra cidade como fez com o clássico da semifinal?
Ou
lavaria as mãos, deixando o caso para os tribunais?
Diz
aí…

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