Gilmar Ferreira revela expectativa para Flamengo x Fluminense.

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Guerrero em Flamengo x Fluminense – Foto: Gilvan de Souza

GILMAR
FERREIRA
: O pênalti inventado em favor do Vasco no final do clássico carioca
deste domingo não tira do Flamengo a pecha de melhor time do estado neste
início de ano.

Os
números da classificação geral mostram isso, retratando o que se vê em campo, e
evidencia a qualidade do trabalho de Zé Ricardo.
O
problema é que logo atrás, em franca evolução, vem um Fluminense igualmente
muito bem trabalhado por Abel Braga.
Pois
então, se ainda há algo de bom a ser considerado neste destrambelhado
Campeonato Estadual talvez seja a expectativa de um Fla-Flu decisivo.
O
volume e a intensidade do futebol apresentado por ambos permite sonhar com algo
de bom nesta competição quase sempre marcada por sombrias arbitragens.
FLAMENGO 2 x 2 VASCO.
Como o
jogo para o Flamengo não tinha muita serventia em termos de classificação, era
natural que o Vasco tentasse, ao menos, ser mais agudo.
Mílton
Mendes fez uma linha intermediária avançada, abrindo Pikachu e Nenê nas pontas,
com Douglas e Andrezinho pelo meio, encostando em Luís Fabiano.

Ricardo, sem Diego, Guerrero e Trauco, veio com Mancuello no meio e Berrío na
ponta.
Jogo
franco e equilibrado, embora temperado por um número excessivo de faltas.
E de
domínio alternado.
E foi
assim até Luís Fabiano perder o equilíbrio no início do segundo tempo, e
desequilibrar o jogo em favor do Flamengo quando o Vasco já vencia por 1 a 0.
Expulsão
infantil e injustificável que pode valer gancho severo pela barrigada no
árbitro Luís Antônio Santos.
O
Vasco, já desfalcado e ainda em reconstrução, desmontou-se diante da
superioridade rubro-negra.
Desencaixou-se
de tal forma que o Flamengo não tardou a virar o placar e ter o predomínio das
ações.
Teve
chances de fazer o terceiro.
O
adversário já não oferecia grandes riscos.
O jogo
parecia decidido para Zé Ricardo e para aqueles que, com distanciamento,
observavam a disposição dos jogadores em campo.
Mas as
alterações nos minutos finais renovaram o vigor do Vasco, que chegou a acertar
o travessão naquele que seria o último chute.
Para
efeitos de análise tática e avaliação de desempenho, a partida terminou ali,
com o 2 a 1 para o Flamengo.
Mas o
Vasco empatou no último lance, graças a lambança final do árbitro que inventou
um pênalti no último lance do jogo.
Antes
mesmo de deixar o estádio Mané Garrincha já estava afastado para o restante da
competição.
Desfecho
lamentável…
FLUMINENSE 3 x 0 MACAÉ.
Exibição
tranquila, escorada no desempenho de Wendel, Sornoza, Pedro, Wellington Silva e
Richarlison.
O
quinteto tomou conta do jogo e deu a Abel Braga o estilo idealizado para o
Fluminense: time sólido na marcação, com transição veloz e qualificada ao
ataque.
O
jovem centroavante Pedro mostra a cada dia mais do que simples vocação para a
finalização.
Recompõe,
arma o jogo, faz lançamentos e ainda aparece na área como um autêntico
goleador.
Objetivando:
excelente jogador.
Já é
uma peça de muito valor nesta maquininha tricolor…
BANGU 0 x 2 BOTAFOGO.
A
vitória sobre um adversário que se arrasta na parte debaixo da tabela era quase
obrigação.
E
menos mal que o Botafogo tenha cumprido o seu papel, porque o futebol exibido
não foi dos melhores.
O
desânimo é tamanho que Rodrigo Pimpão optou por deixar o campo expulso aos 35m
com duas faltas seguidas e desnecessárias.
Com um
a menos, o time foi obrigado e se superar e fez o resultado.
Espera-se
que, apesar de tanta apatia, Jair Ventura esteja tirando bom proveito de suas
experiências.
Porque
este Botafogo que tem entrado em campo no Estadual em nada se parece com aquele
que disputa a Libertadores.

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