Guerrero, do Flamengo, é o 2º atacante mais bem pago do Brasil.

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Guerrero em treino do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

UOL: Qual
o goleador mais caro em atividade no Brasil? Os “gringos” são realmente mais em
conta do que os centroavantes nascidos no país?

Levantamento
do salário aproximado dos principais “camisas 9” dos 20 times da Série A do
Brasileiro em 2017 mostra que não, os estrangeiros não são mais baratos do que
os brasileiros.
Um
brasileiro, porém, é o mais bem pago de todos. Centroavante experiente, de 33
anos, nascido em Minas Gerais, Fred recebe por mês cerca de R$ 700 mil no
Atlético-MG.
Os
valores da maioria dos vencimentos mensais que serão apresentados são estimados
porque alguns atletas recebem variáveis por produtividade.
Levando-se
em conta o salário-base, a média dos cinco estrangeiros que se destacam por
aqui na posição é de R$ 436 mil. Os outros 15 centroavantes, nascidos no
Brasil, recebem em média R$ 258,6 mil.
Fred é
o mais bem pago, seguido de perto pelo peruano Guerrero, do Flamengo, que
fatura cerca de R$ 650 mil. O argentino são-paulino Lucas Pratto, com R$ 500
mil, e o gremista Barrios, com R$ 420 mil, aparecem na sequência.
A
negociação do argentino naturalizado paraguaio Lucas Barrios do Palmeiras para
o Grêmio diminuiu em 60% os rendimentos do atleta, que ganhava perto de R$ 1
milhão em São Paulo contando luvas por assinatura e gatilhos contratuais.
A
média dos “gringos”, portanto, poderia ser ainda maior.
O
Palmeiras trocou Barrios pelo colombiano Miguel Borja, que chegou ganhando em
dólar, mas com valor pré-fixado. Os US$ 85 mil valem hoje cerca de R$ 280 mil,
o que o torna, dos centroavantes estrangeiros analisados, o que menos recebe. O
argentino Ábila, do Cruzeiro, fatura R$ 330 mil.
Nacionais
A
média de rendimento dos brasileiros cai, claro, porque clubes recém-promovidos
à Série A, como Atlético-GO e Avaí, não pagam nem R$ 100 mil a seus
centroavantes. Dos brasileiros, depois de Fred, o “camisa 9” mais bem pago é
Henrique Dourado, do Fluminense, com cerca de R$ 400 mil.
Na
sequência algo que pode até ser considerado surpresa. André voltou ao Sport a
peso e salário de ouro, ganhando próximo a R$ 380 mil. Jô, no Corinthians, tem
R$ 350 mil de ganhos.
Agentes
de futebol ouvidos pelo blog avaliaram que ainda é vantajoso trazer jogador do
futebol da América do Sul, e Borja, com menos de US$ 100 mil mensais de
salário, é o exemplo.
Os
casos dos centroavantes caros, como Guerrero e Pratto, aconteceram porque eles
se valorizaram já atuando por aqui – o peruano no Corinthians, e o argentino no
Atlético-MG. Compare:
Os gringos (valores em R$)
Flamengo
– Guerrero – 650 mil
São
Paulo – Pratto – 500 mil
Grêmio
– Barrios – 400 mil
Cruzeiro
– Ábila – 330 mil
Palmeiras
– Borja – 280 mil
Os brasileiros (valores em R$)
Atlético-MG
– Fred – R$ 700 mil
Fluminense
– Henrique Dourado –  R$ 400 mil
Sport
– André – 380 mil
Corinthians
– Jô – 350 mil
Santos
– Ricardo Oliveira – 320 mil
Bahia
– Hernane – 300 mil
Coritiba
– Kleber – R$ 280 mil
Atlético-PR
– Grafite – 220 mil
Vitória
– Kieza – 220 mil
Vasco
–  Luis Fabiano – R$ 200 mil
Ponte
Preta – Wiliam Pottker – 150 mil (já vendido ao Inter, sai em maio)
Botafogo
– Roger – 150 mil
Chapecoense
– Wellington Paulista – 100 mil
Atlético-GO
– Júnior Viçosa – 60 mil
Avaí –
Denilson –  50 mil

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