Ibson diz que Flamengo, Santos e Timão são conhecidos nos EUA.

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Ibson atualmente defende o Minnesota United – Foto: Andy Mead/YCJ/Icon Sportswire

FOX
SPORTS
: Uma vida inteira dedicada ao Flamengo, local que chegou aos nove anos
de idade, Ibson acumulou três passagens, títulos importantes e idolatria da
torcida. Vestiu também as camisas de Porto, Spartak Moscou, Santos,
Corinthians, Sport e Bologna. Mas foi no clube da Gávea que viveu seus melhores
momentos na carreira, que, mesmo de longe, defendendo o Minnesota United, da
MLS, não saem da sua cabeça.

Em
entrevista exclusiva ao FOXSports.com.br, o meio-campo, que está com 33 anos,
abriu o jogo e falou sobre todos os assuntos. Adaptação aos Estados Unidos,
lembranças do Flamengo, chances do time carioca na Conmebol Libertadores
Bridgestone, aposentadoria, retorno ao futebol brasileiro, entre outros temas.
Com vínculo até dezembro e possibilidade de renovação por dois anos, a
tendência é que continue no futebol norte-americano, local que conseguiu uma
rotina bem diferente dos tempos de Brasil:
“É
uma vida bem tranquila, que eu posso curtir mais a minha família. Vejo meu
filho jogar futebol, minha filha na ginástica. É tudo bem tranquilo. Pretendo
ficar mais um tempo nos Estados Unidos”, afirmou Ibson, que destacou a
organização dos clubes para uma evolução da MLS, que, segundo ele, está com um
nível técnico muito bom:
“Experiência
por aqui é muito bacana. O futebol está crescendo, com uma qualidade técnica
boa. Está melhorando. Não sei se chega ao nível do Brasil, mas acredito pode
chegar perto. A tendência é melhorar. Temos estrutura. Agora, muita gente vem
para cá. É natural que isso aconteça (essa evolução)”.
Outros
trechos da entrevista:
Torcida nos EUA x Brasil:
“Bem
diferente. Eles são fanáticos, mas não há cobrança como no Brasil. A cultura é
diferente. Eles cobram desempenho, dedicação, mas é diferente de quando se
perde no Brasil. Os dirigentes, a comissão técnica pressionam mais do que o
torcedor, que tem mais respeito em relação a isso. Nunca vi protesto por
aqui”.
Vida mais tranquila:
“Destaco
a organização e o respeito. É diferente. Você pode sair na rua de forma
tranquila, aproveitar com sua família. O calendário é melhor, jogamos apenas
uma vez por semana. Tudo isso influencia. A relação que tenho aqui com todos é
bem tranquila”.
Retorno ao futebol brasileiro:
“Sempre
tenho sondagens, mas nada de concreto. Não penso em voltar para o Brasil agora.
Meu pensamento é ficar mais um tempo aqui. Mas o futebol é dinâmico. Pode
mudar”.
Aposentadoria:
“Ainda
não penso. A gente trabalha para chegar em alto nível. Não acontecia isso
antes, mas virou tendência ter jogadores acima de 35 anos atuando em alto
nível. Todos esses que estão jogando (Zé Roberto, Ricardo Oliveira) são
exemplos para mim”.
Times brasileiros mais famosos nos Estados
Unidos:
“O
Flamengo, Corinthians e Santos são as equipes mais conhecidas aqui. Fizemos a
pré-temporada no Brasil, vimos um Flamengo e Vasco. Eles conhecem bastante
esses times. O Santos por causa do Pelé, Neymar. Eles apreciam o nosso futebol
muito por conta dos craques brasileiros”.
Relação com o Flamengo:
“Acompanho
o Flamengo daqui. O elenco é muito forte, com a mesma base dos últimos anos.
Vejo uma mescla bacana, com jogadores experientes e a garotada da base. Mantém
o mesmo nível quando troca”.
Briga pela Libertadores:
“Vejo
o Flamengo brigando por voos altos. É um campeonato diferente. São jogos duros,
pegados. O Flamengo tem que fazer aquilo que o Felipe Melo disse. Incorporar o
estilo de Libertadores”.
Diego:
“Foi
meu companheiro no Porto. É um grande jogador, além de ser um cara da melhor
qualidade. Tem tudo para ser um grande ídolo da história do Flamengo”.
Importância de um CT:
“Faz
muita diferença ter um local para treinar. Óbvio que fez falta na minha época.
Um espaço com estrutura influencia muito na base”.
Mágoa do Flamengo:
“Não
guardo mágoa do Flamengo. Tenho um carinho muito grande pelo clube, pelos
torcedores. Não foi bacana a forma que saí, mas o futebol é isso. Bola para
frente. Posso dizer que não guardo mágoa”.
Passagem apagada pelo Corinthians:
“Tinha
tudo para dar certo, um grande elenco, treinador de primeira, que era o Tite.
Acredito que faltou tempo. Pode ter sido a falta de uma pré-temporada. Fiquei
afastado no Flamengo. Depois fui para o Corinthians. Eu poderia ter rendido
mais lá”.

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