Menon detona Nenê por gol contra Flamengo: “Agradecer a Deus?”

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Nenê comemorou gol roubado contra o Flamengo agradecendo a Deus – Foto: Nelson Costa/Vasco.com.br

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DO MENON
: Não defendo que Nenê tenha um comportamento de bispo em dia de
conclave que elege Papa. Não exijo que se comporte como uma freira virgem (será
pleonasmo?), não espero que seja um adepto desse tal fairplay imposto por uma
entidade corrupta. Nada disso. Ele chutou a bola em Renê, tentando ganhar um
pênalti. Acertou no torso. Pediu o pênalti, de maneira acintosa. Foi malandro,
como todos seriam. Preparou o bote, faz a falseta e não desistiria na última
hora.

O que
eu não acho correto é levar a pantomina até o limite do ridículo. Ora, se o
cara tentou induzir o adversário ao pênalti, se tentou enganar o juiz, se
manteve a malandragem – e ele sabe que fez tudo isso – qual o sentido de, após
marcar o pênalti, agradecer a Deus? Coloca o seu Deus, em quem acredita
piamente, como seu cúmplice? Deus é conivente com a mentira que armou e
praticou?
Esse
tipo de hipocrisia religiosa me dá todo o direito de duvidar da fé desses
atletas que não conseguem falar três palavras sem usar o Seu santo nome em vão.
São jogadores fanatizados que me dão a impressão de estar a serviço da fé e não
da camisa que vestem. São santos do pau oco, são hipócritas ao extremo. Santo
do pau oco é uma expressão antiga, explicada na ilustração do post, que foi retirada
da Enciclopédia Ilustrada do período da mineração do Brasil colonial.
E o
árbitro? O tal Índio, além de mostrar que não entende de apito, mostrou total
falta de responsabilidade e de caráter, ao fingir uma agressão de Luís Fabiano.
Fosse um ser humano decente, ficaria no lugar e daria o vermelho pelo fato de o
jogador haver encostado a barriga nele. Não fingiria como fingiu, não seria
chacota mundial como virou. E não afundaria ainda mais o nosso futebol.

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