Naquele dia 23.

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Foto: Divulgação

FALANDO DE FLAMENGO: Por Marcella Mello

Muito
se fala de lugares conquistados pelo homem, de grandes conquistas da
humanidade, de grandes descobertas, mas posso afirmar com toda certeza que não
há no mundo sensação, conquista ou descoberta que atinja a magnitude que é a
sensação provocada em quem teve a glória de estar naquele templo! Sim, um
templo, onde ao longo de sua existência pudemos assistir aos maiores
espetáculos da terra. E só aquele que esteve lá pode conseguir descrever o que
se sente diante da grandeza e da energia existente.
Era 23
de março de 1995, dia que eu completava 14 anos. Era data certa de comemoração,
tudo conspirava a favor! Final de Taça Guanabara. E quem estava em campo? Ele!
O cara! O baixinho que melhor ostentava a marra Rubro Negra de uma Nação.
Eu, e
um grupo de amigas, que escondidas dos pais, com a desculpa de ir à um
aniversário, pegamos rumo certo: TIJUCA!
E lá
estávamos nós, no grande, magnífico, o maior do mundo. O MARACANÃ!
E
posso dizer que escrevendo este texto meus olhos enchem de lágrimas e me
arrepio, pois não há palavras que possam descrever meu sentimento diante
daquela torcida. Daquele lugar e daquela energia.
Final
de Taça Guanabara: Flamengo x Botafogo, em um jogo de uma só estrela, e não era
a solitária do time adversário, e sim do baixinho Romário. Ele brincou com a
bola, levantou a arquibancada, e a mágica que existe dentro do Maraca fez com
que o espetáculo fosse do mais alto nível. Não há homem pisando na lua que
proporcione maior emoção!
O jogo
embora estivesse fácil para o rubro Negro, como toda boa final, passamos o
perrengue do 2 x 2. Mas eis que o abusado fez a diferença, e mete nosso
terceiro e matador golaço!
A
partir dali não tínhamos mais um REI, porque assim como ele se definiu: Reis
existem muitos, mas Deus só existe um! Deus Romário – com todo respeito ao
baixinho, mas esse título só cabe a um: Zico.
Mas
nesse dia, respeitamos sua marra e deboche em zuar o adversário!
Maracanã
é verso, é prosa, é coração que bate mais forte. É abraçar quem está do lado
porque a emoção move, pulsa e corrompe até o mais tímido torcedor.
Ah… o
Maraca que me deixa moleca, que me deixa travessa, que me faz alucinar com um
grito de gol.
Dentre
tantos espetáculos lá vividos, dentre tantos títulos conquistados, eu poderia
falar de todas as minhas histórias, de todas as emoções vividas, mas escolhi
por dividir este título, no dia do meu aniversário, porque ali nos meus 14 anos
eu já podia entender e sentir a alegria de ser Rubro Negro dentro do maior
palco do mundo. Meu Maracanã!

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