Nem Rubens Lopes aguenta mais o Presidente do Botafogo.

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Carlos Eduardo Pereira, Presidente do Botafogo, recebeu duras críticas – Foto: Vitor Silva / SSPress

BASTIDORES
FC:
O presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj),
Rubens Lopes, apesar da boa relação que mantém com o Botafogo desde a gestão de
Maurício Assumpção, não engoliu a postura do atual presidente alvinegro, Carlos
Eduardo Pereira, na briga jurídica envolvendo a determinação do Juizado
Especial do Torcedor proibindo clássicos com duas torcidas no estado. Lopes criticou
as declarações de Pereira, o que qualificou de “incitação ao ódio”.

Após
Flamengo, Fluminense e a Procuradoria Geral do Estado terem conseguido
suspender a liminar que obrigava a final da Taça Guanabara a ter torcida única,
com o jogo já marcado pela Ferj para o Estádio Nilton Santos, ou Engenhão,
Pereira disse que os assassinos do torcedor morto no dia 12, em confronto entre
as torcidas de Botafogo e Flamengo nos arredores do estádio, poderiam ir ao
jogo.
No
desenrolar da disputa jurídica, ele deixou bem claro que seu único problema era
em receber a torcida rubro-negra, rixa que começou faz tempo, quando William
Arão resolveu trocar General Severiano pela Gávea.
– A
rivalidade é e sempre será sadia no futebol. 
Mas é inconcebível em tempos de bandeira branca o discurso de incitação
ao ódio.  Os torcedores de Flamengo e Fluminense
não são assassinos. E cabe às Polícias o papel da investigação e, mais tarde, a
responsabilização. Defendemos, sim, a defesa dos direitos e da paz. É
incontroverso que cabe ao poder público a segurança do cidadão. Mas a sociedade
não deve se abster de implementar medidas, desenvolver ações e promover
campanhas que previnam a violência. Exatamente nesse ponto que torna-se
fundamental a participação do dirigente esportivo, independentemente  da posição do seu clube ou do pensamento que
possa ter a respeito do seu adversário. Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo
são rivais, não inimigos. E ninguém precisa botar mais fogo nisso.
Lopes
mostrou preocupação ainda com grupos com intenção de jogar por terra o esforço
dos clubes em manter os clássicos com duas torcidas no Rio:
– Me
preocupa muito e faço o alerta às forças de segurança para os riscos de
emboscadas com intuito apenas de denegrir e jogar lama sobre todos os esforços
dos finalistas da Taça GB e FERJ pela paz e o entendimento da Justiça na liberação
das torcidas. A infiltração de “estranhos” interessados em colocar
essa mancha merece um grito de atenção preventivo.
O
dirigente ainda fez um apelo às torcidas de Flamengo e Fluminense para que não
haja depredação do estádio alvinegro:

Aproveito para registrar em forma de pedido que as torcidas de Fluminense e
Flamengo preservem o Estádio Nilton Santos sem dar margem a novas críticas e
também  evitar que suas diretorias tenham
que arcar com eventuais prejuízos. Torçam, façam o show de sempre.

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