O gênio do futebol e da matemática: Zico

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Zico, eterno camisa 10 do Flamengo, sorrindo – Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

FLA RESENHA: A
história do Clube de Regatas do Flamengo é repleta de conquistas, “seja na
terra, seja no mar”, de certo que muitos heróis tiveram participações
fundamentais nesta escrita. Mas hoje, especificamente 03 de março de 2017,
estamos celebrando o sexagésimo quarto aniversário daquele que foi e sempre
será o maior ídolo da nação rubro-negra. Senhor Arthur Antunes Coimbra, ZICO.

Zico
nasceu de família humilde, cresceu entre irmãos craques de bola e irmã
professora. Filho do alfaiate senhor Antunes e da Dona Mathilde. Todos
incentivadores e fãs incondicionais do Arthurzico, assim carinhosamente
chamado. Depois ficou apenas Zico, pequeno menino,  reconhecido por sua humildade como pessoa, de
uma grandeza sem limites. Um nome capaz de arrebatar crianças, adolescentes,
senhores, brasileiros, japoneses, italianos, turcos, enfim, uma marca, um
homem, um ídolo para o mundo. Um mundo que se acostumou com suas jogadas
geniais.  Gênio dos gols, dribles,
cobranças de faltas, lançamentos, do mais refinado tratamento com a bola. Uma
bola igual para todos, democraticamente sem distinção, porém, alçada ao
protagonismo por um jogador genial. Sim, após o toque do jogador, todas as
atenções estão voltadas para a bola. Qualquer jogada vista como espetacular
depende da plasticidade de movimento do jogador e do percurso feito pela
“esfera”. Tremular bandeiras, estourar o grito de gol significa vê-la
ultrapassando a linha de fundo, especificamente entre os dois postes verticais
e o horizontal, famoso travessão. Acompanhar esta trajetória é o ato de
assistir e torcer. Os trajetos da bola impressos pelo Zico eram inconfundíveis,
uma verdadeira aula de matemática, onde reta, parábola, elipse, etc., faziam
parte do seu amplo e inesgotável repertório. Uma matemática incalculável e
indecifrável até mesmo para Blaise Pascal, Isaac Newton, Albert Einstein,
Leonhard Euler, Arquimedes e outros grandes matemáticos. Zico era um matemático
inconteste, ímpar com a sua capacidade de literalmente buscar números e ângulos.
Estudou muito, treinou e aperfeiçoou sua teoria matemática de que uma bola,
lançada a pequenos pontos internamente próximos aos ângulos retos (90 graus),
formados pelos encontros das balizas, acarretaria na maior explosão já
presenciada pelo homem, vista sobre a resultante em vermelho e preto.
GOOOOOOOOOOL DO FLAMENGO! O famoso golaço. Um dos experimentos foi feito e
comprovado em novembro de 1987. Coitado do Santa Cruz!
Quantos
de nós rubro-negros, flamenguistas, somos e nos tornamos torcedores do mengão
por conta do Zico? “É falta na entrada da área, adivinha quem vai bater? É o
camisa dez da gávea!” Já dizia Jorge Ben Jor.
Hoje,
assistimos a seus vídeos, suas resenhas e privilegiados o vemos no Estádio
Jornalista Mário Filho, o Maracanã, sua eterna casa, no mês de dezembro, numa
jornada solidária. Um homem que percorreu o mundo, pertencente à Rua Lucinda
Barbosa 7, Av. Borges de Medeiros 997, Av. Pres. Castelo Branco, portão 3, Av.
Miguel Antônio Fernandes 700 e as dezenas de milhões de corações rubro-negros,
apaixonados e gratos ao ídolo maior, ZICO.
Parabéns
Zico, D. Sandra, famosa e reconhecida companheira de tantos anos, filhos
Júnior, Bruno e Thiago, nascidos no auge da genialidade, quando as conquistas
vinham em cascata de espetáculos. Somando 6 + 4 = “Dez é a camisa dele.
Indivíduo competente o galinho! Tem peixe na rede do… choveu na horta do
Mengão! Zico!” (narração do inesquecível Valdir Amaral). Parabéns Flamengo!
SAUDAÇÕES
A TODOS!
HENRIQUE
MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

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