Sem Maracanã, Flamengo avalia 5 projetos de estádio para 45 mil.

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Torcedor fez projeto de Estádio para o Flamengo no Parque Olímpico – Foto: Bruno de Laurentis

EXTRA
GLOBO
: Há vida no Flamengo sem o Maracanã? Talvez. O clube só não sabe exatamente
aonde. Erguer um estádio próprio depende de boa vontade política. Hoje, há pelo
menos cinco opções na mesa da diretoria. Cada uma dependendo de um ente
federativo e de uma administração pública diferente. Além do melhor projeto, o
clube avalia a melhor localização. A Arena da Ilha, alugada por até cinco anos,
dará tempo para tirar a ideia do papel.

O
Maracanã ainda é a preferência número um. A cargo do Governo do Estado, o clube
só aceitar voltar às negociações se uma nova licitação for lançada. Ao fincar
essa bandeira, se vê obrigado a encontrar soluções. Por isso, estuda projetos
para arenas de 45 mil pessoas em outros pontos do Rio.

alternativas em Niterói, que depende da prefeitura da cidade, na Gávea, em
conversa com a Prefeitura do Rio, na área do Parque Olímpico, na Barra, sob
jurisdição do Governo Federal. Além disso, um projeto em Pedra de Guaratiba
trazido pelo ex-candidato a presidente Mauricio Rodriguez, que sofre
resistência pela localização, assim como opções na Baixada Fluminense.
A
diretoria do Flamengo informou, através do departamento de comunicação, que vem
estudando e analisando com profundidade e responsabilidade diversos projetos,
buscando a melhor solução definitiva.
“Tão
logo haja uma definição sobre o projeto mais adequado, o Conselho Diretor
(CODI), cumprindo suas prerrogativas estatutárias, levará o mesmo para
apreciação dos demais conselhos do clube”, diz a assessoria do clube.
Associação de Moradores não concorda
A
direção dá prioridade hoje ao projeto da Gávea, sede do Flamengo, mas enfrenta
resistência da associação de moradores do bairro, apesar das novas estações de
metrô. Evelyn Rosenzweig, presidente da Associação de Moradores do Leblon,
avisa que a ideia de um estádio acústico não basta.

Soubemos do projeto. Fechar aquela área, mudar a paisagem, é questão
urbanística, não só barulho. Atrair dois domingos por mês vinte mil pessoas não
é agradável. É um bloco de carnaval. Não é interesse nosso — pondera a
moradora, que pretende, através da associação, interpelar novamente o clube
depois de não ter resposta no caso da arena multiuso.
— Tem
muitos sócios que sabem que existem opções. Essas pessoas precisam ser ouvidas
— pede Evelyn.

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