Sem Maracanã, Flamengo cogita “estádio acústico” na Gávea.

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Antigo projeto de estádio do Flamengo na Gávea – Foto: Reprodução

GLOBO
ESPORTE
: O sonho de voltar a mandar jogos no Estádio José Bastos Padilha,
popularmente conhecido como Gávea, sempre esbarrou na prefeitura, pressionada pela
Associação de Moradores do Leblon. O panorama mudou. Após reuniões com Marcelo
Crivella entre as duas últimas semanas e esta segunda-feira, o Flamengo contou
com a receptividade do prefeito do Rio de Janeiro. Subsecretária de esportes da
prefeitura e ex-presidente do Flamengo, Patrícia Amorim tem forte influência no
processo.

Principal
barreira contra a reutilização da Gávea para jogos do time profissional é a
resistência dos moradores vizinhos ao estádio, onde o clube mandou jogos de
1938 a 1997. A última partida disputada lá foi entre Flamengo e Americano, em
27 de abril de 97, quando o Rubro-Negro venceu por 3 a 0, com gols de Romário,
Fábio Baiano e Evandro. As principais queixas são em relação ao barulho e
sobretudo impactos no trânsito da região.
Para
evitar transtornos, o novo estádio teria que ser acústico – não fechado em sua
totalidade, mas com barreiras de som capazes de impedirem que a vibração da
torcida incomode a vizinhança. Outro aspecto é não construir um estacionamento,
estimulando que as pessoas cheguem à Gávea utilizando transporte público. Isso
se tornou mais fácil após a inauguração das estações de metrô Jardim de Alah e
Antero de Quintal.
O veto
a estacionamentos já existe no Estádio Luso-Brasileiro, que receberá partidas
do Flamengo, muito provavelmente, a partir de maio. Para atuar na Ilha do
Governador, o clube firmou contrato de três anos com a Portuguesa da Ilha e
investiu cerca de R$ 12 milhões no local.
O
Flamengo também trabalha em outras frentes por terrenos que possam possibilitar
a construção de um estádio maior. Um situado na região das barcas em Niterói
vem sendo alvo de estudos frequentes. Outros, na Zona Oeste, entre Barra e
Guaratiba, também não estão descartados. O atual impasse em relação ao futuro
do Maracanã acelera essa busca.
Durante
as eleições municipais de 2016, o presidente Eduardo Bandeira de Mello
conversou com candidatos, inclusive Crivella, e manifestou a eles o desejo de
fazer um estádio-boutique na Gávea. Bandeira estimava capacidade para 20 mil
pessoas. Ainda nesta semana, o Rubro-Negro tem reunião interna para discutir
projetos para a casa que não utiliza desde 1997.

É bom
destacar que a situação ainda está em estágio embrionário. Não foi nem discutido
o projeto oficialmente nem que empresa faria a remodelação da arena. Com a Ilha
à disposição, o Flamengo tem tempo para iniciar a reconstrução de sua casa.

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