The Unit.

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Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

FALANDO DE FLAMENGO: Por @alextriplex

Baseada
em (mais) um livro sobre unidades secretas do exército americano, a série The
Unit apresentava um grupo de elite que – claro – só era enviado para resolver
chave de cadeia. E não era assalto de banco nem sequestrador. Era uma parada
meio Jack Bauer, só que com um grupo.
Ao
mesmo tempo, encontramos na palavra “unidade” , entre tantos, o significado
Ação coletiva orientada para um mesmo fim; coesão, união.
Pesos
e medidas para falar deste Flamengo de 2017, que – no meu entender – já dava
amostras dessa união no fim de 2016. Mesmo chegando em terceiro, mesmo
fraquejando em momentos cruciais na reta final, eu não enxergava um elenco
quebrado, com vaidades ou vontades próprias maiores que o bem comum.
Um dos
exemplos ficou nítido no sábado. Pênalti pro Flamengo. Nada de Pará pegando a
bola com o “eu que bato”, tampouco centroavante e meia discutindo quem faria o
gol. Alguém pegou a bola, deu na mão do Diego, e assunto encerrado. Isso com
Guerrero, Arão, Romulo, Everton, Mancuello, todos batedores de pênalti
assumidos.
Uma
das qualidades fundamentais para formar um campeão é o grupo fechado. Lembremos
de 2009, que só houve isso depois de uma famosa reunião de vestiário, e subimos
pra só parar com a mão na taça.
Tal
qual o seriado citado lá em cima, todo grupo, por mais unido que seja, precisa
de um líder. O cara que manda, o cara que executa, mas que também se joga na
fogueira se for preciso. E o Flamengo tem esse(s) cara(s): Diego e Réver.
Para
encurtar o assunto zagueiro, ele é o único que mexe no cabelo do Diego – mesmo
que após isso tome um esporro público. Só por isso já sabemos que é melhor não
mexer com ele.
Diego
é um assunto que merece mais linhas. Se fizermos uma enquete com qual palavra
traduz a melhor qualidade dele, e usarmos “comprometimento”, “qualidade”,
“garra”, “talento” e “fodástico”, vai dar empate técnico. Para desespero dos
que acreditavam que ele vinha “para tentar se reerguer” (em algum momento ele
esteve no limbo?).
O
Flamengo não deu sorte ao trazê-lo de volta. Era um sonho antigo da diretoria,
demorou, mas finalmente o cara veio. E ele sempre foi assim. Nos tempos do
Santos, mesmo moleque ainda, víamos Robinho dando pedaladas e firulas (não que
isso o depreciasse), e ele com o nariz apontado pro gol, quase que dizendo um
“é pra lá que eu vou”. Um meia clássico, daqueles que qualquer treinador
gostaria de ter.
Então
ele vem pro Flamengo. E, em um jogo que não vale nada, eu o vejo dando
carrinho, na lateral da nossa defesa, aos 40 do segundo tempo. Se isso é jogar
para a galera, que ele faça isso para todo sempre.
Temos
um time. Temos uma zaga. Temos um camisa 10, mesmo que com a 35. E temos
atitude, muito bem lembrada pelo Caçador de Marajás no facebook. A atitude fará
a diferença em 2017. Já fez contra as bigodudas, que se divertiam com um “tabu”
(oh, meu Deus). A Libertadores vem aí, e agora vamos ver se esse elenco já se
separou dos meninos para se comportar como homens.
E
Diego, meus parabéns, feliz aniversário. Que Zico te preserve assim, enquanto
vestir o Manto.
E nada
mais digo.

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