Torcida de Volta Redonda está “saturada” de Flamengo.

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Foto: Divulgação

ESPN: Com
a maior torcida do Brasil, o Flamengo costuma levar muita gente aos estádios
por onde passa. O time carioca obteve a quarta maior média de público no
Campeonato Brasileiro de 2016, mesmo sem ter uma casa fixa em grande parte da
competição. Existe, entretanto, uma cidade que parece ter “se
cansado” do clube.

Com a
disputa pela concessão do Maracanã e e a impossibilidade de atuar no Engenhão
pela briga com o Botafogo, o clube rubro-negro vê a cidade de Volta Redonda
como uma opção viável. A torcida lá, contudo, tem decepcionado.
A
cidade que fica a 130km do Rio de Janeiro recebeu sete partidas do Flamengo
neste ano e a soma de todos os pagantes não chega a 25 mil. A média de público
da torcida rubro-negra em jogos no local é de 3.461 no ano de 2017.
A
pouca presença não tem enchido nem 20% do estádio. O Sylvio Raulino de
Oliveira, segundo o site oficial do Volta Redonda, tem capacidade para 20.100
pessoas.
Os
duelos de pouco apelo do Campeonato Carioca contribuem para o quadro. Porém,
nem mesmo confrontos maiores agradaram, como o clássico contra o Vasco pela
semifinal da Taça Guanabara, realizado num sábado de carnaval. Na oportunidade,
apenas 5.484 torcedores – dos dois clubes! – compraram ingressos.
E a
falta de torcedores não é o único problema. Com ela, vem também os prejuízos na
bilheteria: dos sete confrontos no estádio da Cidadania, o Flamengo teve
prejuízo em quatro, lucrando em somente dois – o borderô do jogo desta
quarta-feira não foi divulgado até o fechamento desta matéria, mas pode-se esperar
prejuízo pelo público de apenas 1.539 pagantes.
Diante
da Portuguesa-RJ, por exemplo, o presidente Bandeira de Mello teve de
desembolsar R$ 77,9 mil dos cofres do clube para jogar em Volta Redonda.
A
situação incômoda não vem deste ano. No Brasileiro de 2016, o Flamengo jogou
quatro partidas em Volta Redonda (incluindo um Fla-Flu) e a média não bateu os
7 mil pagantes.
Se o
Flamengo costuma atrair grandes públicos em cidades de todo o país, como
Brasília, Natal, São Paulo e Cariacica, parece que os quase 263 mil habitantes
do município sul-fluminense já não estão mais tão interessados no 3º colocado
do último Brasileirão.

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