Veja as preocupações de Flamengo e Fluminense.

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Foto: Divulgação

UOL: A
manutenção da liminar que determina torcida única na final da Taça Guanabara
gera preocupação para representantes da dupla Fla-Flu e da Ferj (Federação de
Futebol do Estado do Rio de Janeiro).

Enquanto
os clubes tentam reverter a decisão na Justiça – até o fechamento da matéria
não havia mudança -, as partes se debruçam sobre eventuais problemas que a
medida pode acarretar.
O medo
da violência nos arredores, a dificuldade de controlar a venda de ingressos
para os torcedores do Flamengo – o Fluminense é o mandante – e as dúvidas sobre
a realização da partida estão entre as questões debatidas pelos dirigentes,
Na
última quinta-feira (2), o juiz Guilherme Schilling, do Juizado do Torcedor e
dos Grandes Eventos, não aceitou a argumentação das partes e bateu o pé ao
determinar que só tricolores podem ir ao Engenhão, domingo (5), às 16h (de
Brasília), para a final da Taça Guanabara.

Veja
as preocupações de Flamengo e Fluminense
Medo da violência nos arredores do estádio
Por se
tratar de um fato novo, o clássico com torcida única liga o alerta dos
cartolas. Mesmo com uma medida que tem o objetivo de estancar a violência,
existe o temor por confusões nos arredores do Engenhão. Os acessos são
estreitos e a simples presença de torcedores mal-intencionados tem potencial de
funcionar como o estopim de novos problemas.
“Essa
opção é bem mais perigosa do que a torcida mista. Espero que seja revista a
liminar. Não há tempo hábil para mudar o local, não existem datas disponíveis.
O caminho a seguir é tentar reverter tudo isso”, explicou o diretor de
competições da Ferj, Marcelo Vianna.
Dificuldade de controlar a venda de
ingressos para rubro-negros
Outra
questão está no acesso dos torcedores do Flamengo ao estádio. De acordo com a
Justiça, o Fluminense não pode vender bilhetes aos rubro-negros. No entanto,
existem campanhas nas redes sociais para que os flamenguistas compareçam
camuflados ao estádio, prática que já foi adotada por torcidas em ocasiões
anteriores. Outros, porém, defendem apenas a festa na chegada do ônibus da delegação
e um Carnaval vermelho e preto para dar apoio aos jogadores mesmo sem o direito
de assistir ao jogo das arquibancadas.
“A
pessoa não nasce com um chip dizendo se é tricolor ou rubro-negro. Como
controlar a entrada?”, indagou o vice-presidente do Fluminense, Cacá
Cardoso.
Dúvidas sobre a realização da partida
Os
clubes admitem a não realização da final se a liminar vetando a torcida mista
nos clássicos não for cassada. Tudo isso contribui para que uma provável baixa
procura por ingressos aconteça, além de um público bastante reduzido em caso de
apenas torcedores de um time no Engenhão. A preocupação está no ar.
“Será
uma posição em conjunto com o Fluminense. Podemos adiar, jogar ou não… É um
dos caminhos possíveis”, afirmou o presidente Bandeira de Mello. “Não
descarto não jogar, mas estamos no limite do calendário”, completou
Cardoso.

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