Zé Ricardo busca conquistar títulos e sucessos nos estudos.

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Gilvan de Souza / Flamengo

O DIA:
Zé Ricardo encara, neste domingo, contra o Fluminense, às 16h, no Engenhão, a
sua primeira final na categoria profissional. Embora o título da Taça
Guanabara, cada vez mais desprestigiado, não seja capaz de colocá-lo no mesmo
patamar dos técnicos consagrados do Flamengo, ele sabe aonde quer chegar e
traça seu caminho. Um mapa elaborado por meio de muito estudo. Parte dessa
bibliografia do sucesso, o livro ‘Os Campeões’, de Mike Carson, descansa,
atualmente, na cabeceira do treinador, que vê na conquista de turno um atalho
para voos mais altos, não só no Carioca.

“É
sempre importante uma conquista, e é fundamental para o nosso planejamento,
porque iniciaremos a Libertadores. Nos daria a possibilidade de usar todo o
elenco, já que estaríamos garantidos na semifinal do Carioca”, disse Zé,
deixando clara a intenção de usar times alternativos na Taça Rio, caso triunfe
no Fla-Flu.
Na
obra, com prefácio de Tite, que ontem convocou Diego para a seleção brasileira,
treinadores revelam como gerenciar grupos e torná-los vencedores. A conexão com
os comandados, de forma individual e sem superficialidade, é apontada como um
dos alicerces de uma trajetória campeã.

Ricardo parece seguir a cartilha, mesmo antes de terminar a leitura. Desde que
foi efetivado, estabeleceu relação de proximidade com jogadores e funcionários.
Após vencer o Vasco na semifinal, ele lembrou de membros da comissão técnica e
até de atletas não relacionados. E expôs a ambição de fazer o Flamengo decolar
em 2017.
“Temos
voos muito maiores, de urubu, que são voos altos, amplos. Buscaremos coisas
grandes este ano. A nossa última derrota foi para o Internacional. Vamos
estender isso ao máximo. Mas, quando perdermos, teremos que ter essa mesma
unidade, porque, assim, faremos uma equipe forte e vencedora”, disse, no
vestiário da vitória, em vídeo gravado e divulgado pelo clube.

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