Zico 64 – Ora direis ouvir estrelas…

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Foto: Divulgação

FALANDO DE FLAMENGO: Por Marcella Mello

E lá
se foram sessenta e quatro anos… É, Arthur, o tempo voa. O tempo apronta, o
tempo surpreende, o tempo dá, o tempo tira, o tempo cura, enfim o Senhor da Razão.
O que
dizer de um cara que soube, inapelavelmente, tirar proveito de cada milésimo de
segundo que o tempo lhe deu (e ainda dá)? De um cara que nasceu predestinado a
ser eterno? Que não apenas sobreviveu às intempéries que a vida lhe impôs, mas
fez delas a mais deliciosa das ofertas do seu dom recebido.
Nasceu
sem o perfil físico de um atleta, porém seu dom já gritava dentro dele como
borboletas em casulos que se rompem na Primavera.
Brigou,
procurou em cada mínimo raiozinho de sol que para ele brilhasse, a sua chance
de mostrar a que veio.
E para
quem é predestinado, tudo converge e se realiza.
E lá
em Quintino nasceu Arthur… transformou-se em ZICO!
Dizer
que esse cara foi meramente um jogador de futebol apenas, é como blasfemar.
Arthur
Coimbra não foi. Ele é e será eternamente o ídolo máximo de uma Nação
imensurável cuja paixão por ele jamais se extinguirá.
Não se
idolatra um ídolo pelo que ele não conquistou, o que aliás, eu desconheço… mas
sim pelo que ele fez, pelo que ele doou de si, pelo que ele ensinou, pelas
alegrias que nos proporcionou e, principalmente, pela humildade e simplicidade
com as quais percorreu todo o seu caminho no Mais Querido.
Nem
cabe aqui falarmos de inveja, recalque e coisas afins, porque uma estrela de
primeira grandeza tem tanto brilho que nada ultrapassa.
O
nosso orgulho eterno é saber que Arthur/Zico sempre foi nosso patrocinador de
inenarráveis e mirabolantes partidas em cujos 90 minutos o céu era o nosso
limite.
Não
cito nomes, outros, porque nosso ídolo é ímpar, não tendo portanto termos (Ou
rivais,como queiram) para compará-lo.
Neste
três de Março (e em todos os outros que virão) só podemos agradecer ao nosso
ídolo máximo, nosso ícone maior, por um dia ele ter nascido e ter entregue sua
vida, seus pés, seus gols, seu exemplo de idoneidade moral, respeito e ética a
nossa paixão Rubro-Negra.
Sim,
nada importa sem o Flamengo, porém importa muito que dentro dessa Paixão, por
onde passaram exímios jogadores, que tenhamos tido a sorte máxima de ter Zico,
o melhor dos melhores.
Agradecer
é muito pouco, reconhecer e honrar seu nome é dever de todos da nossa Nação.
A você
Arthur, que tanto nos fez vibrar, chorar, gritar e saborear docemente o tanto
de maestria nesses pés abençoados. Que compartilhou com gerações e gerações
desse teu dom especial e único, o nosso mais profundo desejo de toda felicidade
e reconhecimento, saúde e cumplicidade, amor e desprendimento.
Parabéns
Arthur, eternamente Zico!!! Ora direis ouvir estrelas…

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