Análise tática: As opções do Flamengo sem Diego.

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GLOBO
ESPORTE
: Depois de nove meses com uma liderança incontestável em campo, o
Flamengo ficará de quatro a seis semanas sem Diego. Para manter o time
competitivo, Zé Ricardo, que não costuma inventar, tem duas opções naturais
dentro do que treinou recentemente: ou mantém o 4-4-2 bem-sucedido contra o
Atlético-PR, com a dobradinha Renê-Trauco, ou aposta nos três volantes que
levou a campo na partida diante da Universidad Catolica.
Renê e Trauco seguem com um novo 10
No
4-4-2 com Renê e Trauco, Zé precisa mexer apenas uma peça – no caso do provável
retorno de Everton, na vaga de Gabriel, seriam duas mexidas. Ou seja, definir o
substituto de Diego entre Mancuello, Matheus Savio e Lucas Paquetá. Os dois
primeiros têm maiores chances. Savio, inclusive, treinou como 10 em teste que
Zé fez pensando na possibilidade de não ter Diego contra o Furacão (o meia
sentiu o adutor e teve sua escalação na última quarta ameaçada). Esta, aliás,
foi a formação do time após a saída de Diego.

Com Trauco e Matheus Savio, Fla é um time mais leve (Foto: Reprodução)
Três volantes
Líder
do grupo, o Flamengo pode entrar com escalação mais cautelosa nos próximos
jogos e atuar com três volantes. Zé testou tal configuração na derrota por 1 a
0 sobre a Catolica, partida na qual o Fla foi superior na maior parte do tempo,
mas acabou vazado na bola parada. Romulo entraria, e a parte ofensiva ficaria
por conta de um armador (novamente Savio ou Mancu), com Everton (Gabriel) e
Guerrero na frente.

Com Romulo, Zé repetiria esquema que entrou em Santiago contra a Católica (Foto: Reprodução)
Mancu e Savio juntos; Renê sai
Outra
possibilidade testada antes de Flamengo 2 x 1 Atlético-PR foi com Mancuello na
ponta (não jogou por conta de indisposição estomacal) e com Sávio na armação.
Nesta opção, Trauco volta para a lateral esquerda, e Renê acaba sacado.

Com Mancu e Savio, Fla fica mais ofensivo (Foto: Reprodução)
Berrío e quinteto gringo

Ricardo pode chegar ao limite do uso de gringos para suplantar a ausência de
Diego. Desta maneira armaria o Fla com dois volantes, um ao lado do outro,
abriria Berrío na direita, Everton na esquerda e colocaria Mancuello
centralizado no meio de campo. Guerrero comanda o ataque. O esquema seria bem semelhante
ao que treinador adaptou Mancu desde o início do ano. Gabriel disputa posição
com o colombiano no lado direito.

Campinho Flamengo (Foto: Globo Esporte)

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