Arena da Ilha uniu Botafogo e Flamengo há 12 anos.

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O acordo foi anunciado em março de 2005 – Foto: Reprodução

CHUTE
CRUZADO
: Atualmente um dos palcos da discórdia entre Botafogo e Flamengo por
conta de obras na tubulação de esgoto, o estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do
Governador, no Rio de Janeiro, foi motivo de união dos clubes há 12 anos. Na
ocasião, o Maracanã fora fechado para mais uma de suas reformas – a da vez
visava os Jogos Pan-Americanos de 2007. Ainda sem a existência do Engenhão,
Botafogo e Flamengo firmaram acordo com a Petrobras e o Governo do Rio para
financiar a reforma do local para a temporada. Deu certo. O tom em nada
lembrava o belicoso dos dias atuais.

“A
parceria demonstra claramente que Botafogo e Flamengo têm os mesmos problemas e
buscam as mesmas soluções. Seremos parceiros fora de campo, mas dentro das
quatro linhas continuaremos ferrenhos e eternos adversários. Acima de tudo,
buscamos a retomada do futebol carioca”, disse o então presidente do Botafogo,
Bebeto de Freitas, ao lado de Marcio Braga, então presidente do Flamengo.
Em
março daquele ano, as partes anunciaram a parceria. O Governo do Rio ajudou com
R$ 2 milhões em forma de incentivos fiscais. A Petrobras bancou a maior parte
com R$ 3 milhões. Em troca, teve direito aos naming rights do Estádio
Luso-Brasileiro até o fim daquele ano. Oficialmente, o nome dado foi de
Petrobras Lubrax Arena. Mas Arena Petrobras ou Arena da Ilha se tornaram mais
populares. Com os R$ 5 milhões da reforma houve a instalação de três
arquibancadas tubulares, aumentando a capacidade de 5 mil para 30 mil
torcedores. O gramado foi trocado e teve as dimensões ampliadas para 108m x
72m. 90 refletores foram instalados, assim como houve reformas nos vestiários e
cabines de transmissão.
A
previsão era de que 36 jogos seriam disputados no local. Clássicos, no entanto,
seriam evitados por precaução a brigas de torcedores na região. Foi cumprido,
em parte. O Botafogo disputou 20 partidas na Arena da Ilha. E dois clássicos. Um
contra o próprio Flamengo e outro contra o Vasco. Já os rubro-negros jogaram 17
vezes na Petrobras Lubrax Arena.
Portões fechados e ingressos em conta
Punido
no Brasileiro do ano anterior, o Botafogo disputou as duas primeiras partidas,
contra Corinthians e Atlético-MG, de portões fechados. Apenas no terceiro jogo
como mandante, vitória de 2 a 0 sobre o Atlético-PR, pôde receber público.
Foram 12.894 pagantes. No total, o time venceu 12 jogos, empatou quatro e
perdeu outros quatro. Marcou 36 gols e sofreu 21. O Flamengo, por sua vez,
sofreu mais.
Nas 17
partidas disputadas, venceu sete, empatou cinco e perdeu cinco. Fez 28 gols e
sofreu 27. Na estreia, diante do Santos de Robinho, 7.785 torcedores pagaram
para assistir à vitória rubro-negra por 2 a 1, com grande atuação do goleiro
Diego. Os ingressos estavam em conta. Atrás do gol, o valor era de R$ 5 (R$
9,83 no valor corrigido). Na área central, R$ 15 (R$ 29,48 corrigidos). Nas
cadeiras, R$ 30 (R$ 58,96). A média de público do Rubro-Negro foi de 3.302 torcedores
na Arena da Ilha.

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