Atacante da Chapecoense fala sobre passagem pelo Flamengo.

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Foto: Divulgação

GOAL: Por
Raísa Simplicio | @simpraisa

Na
noite desta terça-feira(4) o mundo do futebol estava de olhos numa partida
bastante simbólica. A Chapecoense recebeu o Atlético Nacional pelo primeiro
jogo da grande final da Recopa Sul-Americana. Como num roteiro de filme, os
Guerreiros Condá bateram os colombianos por 2 a 1 e garantiram vantagem para o
jogo da volta.
Com
seis jogos de invencibilidde, a nova Chape demonstra a cada partida ter um
“coração na ponta da chuteira” como destacou o atacante Rossi, um dos
destaques da reeconstrução da equipe com cinco gols e cinco assistências. Em
entrevista exclusiva à Goal Brasil, ele revelou o que os sobreviventes Allan,
Follman e Neto disseram aos jogadores antes do duelo contra o Atlético
Nacional.
“O
que eles passaram para a gente era que a gente tinha que fazer o que a gente
sabe, jogar futebol, que eles queriam estar no nosso lugar, jogando uma final
de campeonato, que era para a gente fazer aquilo com afinco, jogar pelas nossas
famílias, jogar por nós, porque eles dariam tudo para estar no nosso lugar.
Para a gente ouvir uma coisa dessas de uns caras que passaram por tudo o que
passaram, não teria bola perdida, não teria como a gente sair derrotado daquela
partida. A presença deles no vestiário é para colocar o coração na ponta da
chuteira e vencer de qualquer forma”.
Com
toda atmosfera que cerca esse duelo, Rossi sabe que o jogo da volta, no
Atanasio Girardot, também terá bastante apelo emocional. Apesar disso, o
atacante garante que Vagner Mancini tem trabalho bem o lado psicológico da
equipe.
“Vai
ser um momento especial voltar a Colômbia, decidir um título, acredito que a
gente vai ser muito bem recebido como eles foram aqui em Chapecó e acredito que
a equipe está preparada, está madura, amadurecendo muito bem, Mancini tem
trabalho muito bem o nosso lado psicológico. Estamos bem preparados para fazer
história”.
Abaixo,
confira a entrevista completa com o atacante Rossi:
Goal Brasil: Que início de temporada com a
camisa da Chape, hein? Cinco gols e cinco assistências em 15 jogos, você é
destaque do time está nos braços da torcida. Esperava um início tão bom assim?
Rossi:
“Um começo de temporada muito bom, eu já esperava porque vinha de uma
temporada muito boa pelo Goiás, vim com uma grande responsabilidade e quanto a
gente vem com responsabilidade a gente acaba trabalhando mais se concentrando
mais nos jogos e estou muito contente e espero manter isso no decorrer do
ano”.
Goal Brasil: Vestir a camisa da Chape
nesta temporada é diferente, por tudo o que aconteceu. Quando aceitou o desafio
o que passou pela sua cabeça?
Rossi:
“É diferente vestir a camisa da Chapecoense, ainda mais nessas situação de
reconstrução. Quando acabou a temporada de 2016 eu esperava vestir uma grande
camisa e veio o convite de outros clubes mas quando veio da Chapecoense eu
procurei tapar os ouvidos para os outros clubes e foquei diretamente na Chape
pelo desafio e pelas competições como Libertadores, Recopa, Brasileiro e esse
foi o diferencial”.
Goal Brasil: Como é a convivência com os
sobreviventes? Alan, Neto, Follman, eles são um exemplo de vida e motivação,
né?
Rossi:
“Sem dúvida, quando eles estão no vestiário é diferente não é qualquer um
que vê um milagre de perto e conviver com um milagre também, a presença deles é
de suma importância principalmente num jogo tão decisivo como foi de ontem e
como vai ser nos próximos jogos decisivos”.
Goal Brasil: A partida de ontem teve um
contorno muito emocional, qual era o sentimento dos jogadores antes de entrarem
em campo?
Rossi:
“Foi uma partida especial, diferente tanto para a gente quanto para o
torcedor, mas quando a gente entra em campo ali todo mundo quer ganhar então o
Mancini procurou tirar um pouco essa ansiedade, tirar um pouco esse clima de
festa da gente, deixou a gente só pensando na partida, nas dificuldades que a
gente ia ter na partida, então a gente deixou a festa para o torcedor e procurou
concentrar no Atlético Nacional”.
Goal Brasil: A Chape está bem perto de
fazer história, a vitória sobre o Nacional e tudo o que o time vem mostrando em
campo nos últimos jogos empolga para a decisão lá na Colômbia?
Rossi:
“O time vem numa crescente muito boa, acho que são mais de 10 jogos sem
perder, o Atlético também vinha de dez jogos sem perder então, a confiança
muito boa, elevada, veio na hora certa, na Recopa, mas é manter a tranquilidade,
a humildade sabendo que do outro lado tem uma grande equipe, uma campeã de
Libertadores, e fazer o que a gente vem fazendo com disposição em campo,
inteligência, na hora de jogar, de marcar para que a gente possa colocar o
nosso nome no livro da Chapecoense”.
Goal Brasil: Agora falando um pouco da sua
carreira, você passou pelo Flamengo e pelo Fluminense né?
Rossi:
“Quando cheguei no Flamengo era um garoto de 15 anos que tinha saído do
Pará, eu nunca tinha saído de lá, então aquilo para mim era muita coisa para um
garoto de 15 anos tanto Flamengo quanto Fluminense, mas acabei amadurecendo e
hoje estou preparado para vestir qualquer camisa do futebol brasileiro e
acredito que sim é o melhor momento da minha carreira, ano passado também foi
muito bom. E esse ano começou muito bem, estou preparando para fazer história
com a camisa da Chape e estou preparado para conquistar títulos, espero fazer
um grande ano aqui para fazer história no futebol brasileiro com outras camisas
também, quem sabe?”.

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